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29 de Setembro de 2004 13h36

Greve compromete pagamento do Bolsa-Família

Quem não tiver cartão eletrônico da Caixa Econômica Federal (CEF) vai ter de esperar a greve dos bancários acabar para receber o Bolsa-Família, programa que atende cerca de 4,3 milhões de famílias no país, o seguro-desemprego, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), além de benefícios previdenciários.

A informação é da assessoria de imprensa do banco. A CEF informa que só as pessoas que foram cadastradas há menos de 30 dias não dispõem ainda de cartão eletrônico. Isso significa que boa parte dos clientes não será prejudicada com a greve dos bancários, que se estende por duas semanas.

O Ministério da Previdência estima, porém, que 376 mil pessoas devam enfrentar problemas por causa do movimento. São segurados que estão recebendo os benefícios pela primeira vez e que ainda não têm cartão magnético. Muitos terão problemas por não saber utilizar o sistema eletrônico.

Segundo o ministério, chegam a 5,3 milhões os segurados que recebem os benefícios pelo Banco do Brasil. Os pagos pela CEF somam 550 mil. A Previdência paga mensalmente mais de 22,8 milhões de benefícios. O saque se concentra nos cinco primeiros dias úteis do mês. Do total de beneficiários 7,4 milhões recebem o dinheiro em conta corrente e 15,3 milhões fazem saque com cartão.

A orientação da CEF é para que os clientes procurem as agências que não estão fechadas para quitar dívidas ou retirar os benefícios e também as casas lotéricas (são cerca de 9.000 no país), os correspondentes bancários (2.108) e os caixas eletrônicos (1.100). As pessoas também devem utilizar a internet (www.caixa.gov.br).

As lotéricas, segundo a assessoria da CEF, estão preparadas para saques de até R$ 1.000; depósitos em dinheiro de até R$ 500; consulta de saldo; saque de até R$ 300 do FGTS; recolhimento de até R$ 1.000 do FGTS; saques de benefícios sociais e recebimento de até R$ 1.000 em contas de concessionárias de serviço público.

Quem está cadastrado no serviço de penhor também pode utilizar os caixas eletrônicos. Quem não está cadastrado e teve o pagamento do penhor vencido durante a greve pode pagar a dívida no primeiro dia do funcionamento das agências, sem pagar juros. No caso do seguro-desemprego, a CEF informa que a entrada pode ser feita no Poupatempo. Já no caso do FGTS, o cliente só pode dar entrada nas agências.

Para a Febraban, federação que reúne os bancos, se não for possível pagar as contas, o consumidor deve procurar os credores para se livrarem dos juros e das multas.

"Quem não pagar a conta é porque não quer. Existe uma parafernália de equipamentos eletrônicos à disposição dos clientes. Sabemos que a greve causa transtornos para os consumidores, mas muitas agências da Caixa, por exemplo, permanecem abertas", afirma Jorge Higashino, superintendente técnico da Febraban.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) dá algumas dicas para quem utilizar serviços eletrônicos. "Se o pagamento for feito por telefone, é bom que o consumidor anote o número do protocolo do pagamento. Se for pela internet, ele deve imprimir o comprovante de pagamento", diz Maíra Feltrin, advogada do Idec. Segundo ela, se o consumidor conseguir quitar a dívida junto ao credor, ele deve pedir recibo de pagamento, já que não vai constar a autenticação na conta.

 

 

Folha Online

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