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Brasil

Grazielle Machado quer por fim a exibição de animais em Circos

5 Jul 2007 - 08h17
Projeto da 1ª Secretária da Câmara Municipal de Campo Grande, vereadora Grazielle Machado (PR) subscrito pelo líder do partido verde, vereador Marcelo Bluma defende a proibição da instalação de circos que utilizem ou exibam animais silvestres, nativos ou exóticos, domésticos ou domesticados, na Capital. Na prática, o projeto veta  a concessão da licença do Executivo Municipal para a instalação de circos aos estabelecimentos que exibam ou façam uso de animais de qualquer espécie.
 
A parlamentar explica que a idéia é criar mais uma medida, dentre tantas outras ainda necessárias em relação ao meio ambiente, que certamente irá fomentar a conscientização da população campo-grandense em relação ao tema da proteção aos animais silvestres, nativos ou exóticos, exibidos injustamente em eventos circenses. Vale dizer que iniciativas como essas, já se verificam em vários municípios, que aprovaram leis semelhantes, reduzindo os espaços de atuação de circos que adotam a prática de utilização de animais indefesos em seus espetáculos.
 
Em justificativa, a 1ª Secretária argumenta que muitas entidades não governamentais têm exercido relevantes esforços para levar a sociedade a refletir sobre a falta de necessidade em espetáculos de circos utilizarem em suas apresentações animais, muitas vezes, em vias de extinção, em substituição a espetáculos verdadeiramente artísticos, como os realizados por trapezistas, palhaços e acrobatas, forçando aqueles a executar números que, como é de conhecimento de todos, são totalmente contra à natureza selvagem; números esses que, para terem sucessos, obrigam os animais a assumirem determinados comportamentos, através de treinamentos, muitas vezes, conduzidos com crueldade. “Mesmo que alguns circos não utilizem métodos cruéis nos treinamentos, não há como negar que a manutenção de animais em pequenas jaulas, impedindo-os em usufruírem espaços adequados, compatíveis com a natureza, forçando-os às constantes locomoções (dentro desses pequenos espaços), é, sem qualquer dúvida,  criação injusta, dolorosa e cruel, e que não pode ser tolerada pela sociedade moderna, que não mais suporta atos desumanos”, observa Grazielle.
 
Empregos
Admitir a utilização de animais em espetáculos circenses, é admitir maior número de artistas desempregados, fato esse facilmente perceptível nas comunidades urbanas, onde é comum presenciar artistas desempregados, buscando sustento nas ruas. Os circos devem incentivar em seus espetáculos a superação humana (através da arte e da cultura), e não a exploração e dominação pela força, através de sujeição de animais, por meio de grades, correntes, chicotes, ou outros instrumentos de submissão. Em tese, os circos deveriam fomentar, principalmente o público jovem, a construção de uma sociedade que respeita integralmente a natureza; valores esses que não se verificam em circos que, com intuito de lucro, destinam indefesos animais a viverem enclausurados permanentemente, tendo a morte, como a única forma de libertação. Atualmente, já existem muitos circos conscientes, que apresentam seus espetáculos de forma extraordinária e criativa, sem, contudo, adotarem a utilização de animais por entenderem que tal prática é desnecessária para a manifestação da verdadeira arte (que vai muito além da imaginação). Nesse sentido, podemos citar exemplos de  circos modelos, como o Circo Spacial e o circo canadense Cirque du Soleil, além do circo brasileiro comandado pelo ator Marcos Frota.
 
Sofrimento
A presidente da Sociedade de Proteção e Bem-estar Animal em Mato Grosso do Sul, Maria Lúcia Metello, afirma que há estudos comprovando que o uso de animais em espetáculos causa-lhes sofrimento. Segundo ela, existe hoje uma Campanha Nacional contra o abuso de animais em espetáculos Circenses com o Tema: Circo Legal não tem Animal. Para Maria Lúcia é interessante que fique bem claro que as Ongs de proteção ao Animal não são contra os espetáculos circenses e sim contra a exibição dos animais. “Queremos sim que os circos façam suas apresentações, contratem profissionais valorizando elementos sociais”, lembra.
Na mesma onda, a presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, Jaqueline Andrade Torres luta há anos pela proibição dos animais em circos. Jaqueline levanta a questão do envelhecimento dos animais. “Alguém já se perguntou o que acontecem com bichos de circo quando envelhecem? São abandonados em beiras de estradas”, diz. 

Legislação
O que se percebe nos dias atuais, é uma forte tendência social contra espetáculos e eventos que sujeitam animais a uma vivência intolerável, contrária à natureza; fato que vem mobilizando diversos grupos sociais e até mesmo o Poder Público em todo o país. Atualmente, dois Estado Brasileiros: Rio de Janeiro e Pernambuco e 32 cidade brasileiras já tem legislação que proíbe a utilização de animais em espetáculos circenses. “Está na hora de sermos realmente um público respeitável, uma sociedade moderna, esclarecida e consciente de homens, mulheres e crianças que primamos pela ética e pela responsabilidade em todas as instâncias. Até mesmo num picadeiro”, define a jornalista Ana Carla Loureiro, integrante da Ong Sociedade Vegetariana Brasileira.
 
 
 
 

Fátima News

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