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Brasil

Gravidez de jovens cresce 2% ao ano, diz estudo

31 Ago 2004 - 13h00
O índice de gravidez entre meninas de 15 a 19 anos aumentou 2% por ano no Brasil, nos últimos dez anos, contrariando a tendência mundial de queda de 1,6% ao ano, segundo o relatório "Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva", divulgado hoje pela organização não-governamental (ONG) Countdown 2015.

"O Brasil pode melhorar no quesito gravidez de adolescentes. Hoje a taxa é de 86 adolescentes em cada mil grávidas", afirmou à BBC Brasil Nada Chaya, uma das autoras do estudo.

"Mas em outros indicadores, como uso de contraceptivos, assistência especializada durante o parto e mortalidade infantil houve melhoras", completou.

Os números do Brasil estão bem acima da média mundial de 50 adolescentes em cada mil gestantes. Na América Latina, essa média sobe para 72/mil, ainda assim, abaixo do Brasil.

"Isso é considerado alto, dado o nível de desenvolvimento do país. A tendência seria que o nível de gravidez em adolescentes fosse mais baixo", afirmou Chaya.

A pesquisadora disse também que o desenvolvimento geral do Brasil nos últimos dez anos, em todos os quesitos avaliados, não pode ser medido por insuficiência de dados.

No relatório da Countdown 2015, o país foi classificado ao lado da Colômbia como um país de "risco moderado" - a terceira pior das cinco categorias usadas pela ONG.

Índice
Os pesquisadores analisaram o risco a que estão expostas as populações, em particular as mulheres, de 133 países, a partir de 13 indicadores de desenvolvimento e saúde.

Entre os indicadores que influenciaram negativamente a classificação do Brasil estão o número de mortes de mulheres durante o parto: 260 por 100 mil partos - o segundo pior do continente, atrás apenas da Bolívia (420/100 mil), classificada como país de "risco elevado".

O número registrado no Brasil é mais de três vezes maior do que o dos vizinhos da Argentina (82/100 mil).

No quesito mortalidade de bebês durante o parto, o Brasil vai um pouco melhor, com 31 mortes por mil partos. Ainda assim, é o terceiro pior indicador da lista.

O pior é o Paraguai, que ficou na categoria de risco elevado, e registrou 76 mortes por mil partos, seguido da Bolívia.

Os países com os melhores indicadores, como Cuba, Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Nova Zelândia, entre outros, foram classificados como de "risco mais baixo".

Argentina
A categoria seguinte é a dos países de "risco reduzido", na qual entraram a Argentina, o Chile, o Uruguai, o Cazaquistão, o Vietnã, a Costa Rica, entre outros.

"Risco moderado", que reúne, além do Brasil, El Salvador, México, Peru, Filipinas e Tajiquistão, entre outros, vem antes dos países com "risco elevado".

Nessa categoria entraram a Bolívia e o Paraguai, Índia, Paquistão, Marrocos, Síria, África do Sul e Egito, entre outros.

Na classificação mais baixa do ranking da Countdown 2015, "risco mais elevado", estão a Nigéria, Moçambique, Mauritânia, e praticamente todos os outros países da África, além do Haiti.

Também foi avaliado o progresso geral dos países nas questões discutidas na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, em 1994.

No encontro foi delineado um plano de ação para incentivar o desenvolvimento humano e prover acesso universal aos serviços básicos de reprodução e saúde, em particular para mulheres, até 2015.

A Countdown 2015 reúne as ONGs Population Action International, Family Care International e IPPF (Federação Internacional para o Planejamento Familiar).

 

 

Terra Redação

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