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Grael e Ferreira ganham 3º ouro para o Brasil nos Jogos

26 Ago 2004 - 10h12
O maior atleta olímpico brasileiro de todos os tempos vem da vela, mas não é mais Robert Scheidt. Torben Grael, atleta mais velho da delegação brasileira em Atenas, com 44 anos, conquistou nesta quinta-feira, ao lado de Marcelo Ferreira, a medalha de ouro na classe star --terceira do país nos Jogos-04--, com uma regata de antecipação, e se isolou como o maior vencedor do Brasil em Olimpíadas.

O velejador tornou-se ainda o primeiro homem na história a acumular cinco medalhas na modalidade.

Marcelo Ferreira também entrou para o seleto rol dos bicampeões olímpicos do Brasil, que agora tem quatro integrantes. Até o início da Olimpíada grega, apenas o mítico Adhemar Ferreira da Silva, campeão no salto triplo em Helsinque-1952 e Melbourne-1956, ostentava tal currículo.

Scheidt, medalha de ouro na classe laser em Atlanta-96 e Atenas-04, ultrapassou o triplista por causa de sua prata em Sydney-00.

Com o resultado desta quinta, Torben Grael, que na capital grega teve sua sexta participação nos Jogos, recorde absoluto entre atletas brasileiros, assumiu o posto de mais premiado, com dois ouros, uma prata e dois bronzes --Marcelo Ferreira acumula dois ouros e um bronze e também deixou Adhemar para trás.

Os brasileiros abriram o dia com a possibilidade de chegar ao ouro perdendo até 15 pontos nas duas regatas (um sétimo e um oitavo lugares, por exemplo). Apesar de terem ficado na 11º posição na primeira prova, contaram com o mau desempenho também dos rivais diretos. Assim, foram para a penúltima regata precisando apenas de um décimo lugar. Acabaram com folga, na quarta colocação.

Além do recorde qualitativo, Torben também tornou-se o recordista quantitativo do Brasil. Ele estava empatado com Gustavo Borges, ambos com quatro medalhas olímpicas no total --agora o iatista possui cinco insígnias.

Antes mesmo de entrar no mar Egeu para as competições na Grécia, o velejador já havia recebido a homenagem de carregar a bandeira brasileira no desfile de abertura, graças à sua incontestável história olímpica. "É muito legal [ser porta-bandeira] porque não sei se vou estar em Pequim-2008", disse, antes dos Jogos.

Torben iniciou sua trajetória em Olimpíadas em 1984 e concentrou-se em dois barcos. Com o soling, foi prata em Los Angeles-1984, ao lado de Daniel Adler e Ronaldo Senfft.

Dentro do star, levou o bronze em Seul-1988 (com Nelson Falcão) e Sydney-2000 (já com Marcelo Ferreira) e o ouro em Atlanta-1996 (também com Ferreira).

A relação de Grael com o mar vem do berço. Na infância, adorava velejar com os tios Axel e Eric. Prebben, seu avô dinamarquês, selou de vez a parceria do menino com o mar aos seis anos, quando o presenteou com um barco de 4 m. Foi o marco inicial de sua carreira.

"Meu avô era dono de um barco que ganhou medalha de prata nos Jogos de Paris, em 1924. Com quatro anos, eu já velejava nele ao lado de meus tios", lembra o irmão de Lars Grael (bronze na classe tornado em Seul-1988 e Atlanta-1996).
 
Folha Online

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