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Governo Popular atende especificidades de alunos do campo

2 Set 2004 - 14h11
Desde 1999, o governo do Estado, através da Secretaria de Educação (SED), tem se preocupado em oferecer educação básica integral aos alunos que vivem nas zonas rurais de Mato Grosso do Sul. Foi criada a gestão de processos em educação básica do campo. A iniciativa busca oferecer melhor atendimento aos 44.246 alunos que moram fora dos centros urbanos.

O principal objetivo é respeitar a diferença desses alunos, sem, portanto, restringir a igualdade de direitos à educação básica, à saúde, à moradia, em especial em um estado com grande extensão rural. Mato Grosso do Sul possui 33 milhões de hectares de terras e abriga quase dois terços do Pantanal. Atualmente, há 117 assentamentos, em 46 municípios, e 124 acampamentos, em 49 municípios do Estado.

A necessidade de construir uma política educacional para o campo torna-se urgente. A rede estadual de ensino já possui 26 escolas no campo, mas nem todas já trabalham com metodologias diferenciadas, envolvendo questões do campo, como vocação econômica da comunidade. Além de implementar esse ensino diferenciado para quem vive em zonas rurais, a SED busca expandir a educação básica do campo no próprio campo.

Na Escola Estadual José Edson Domingos dos Santos, no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, os 1.349 alunos já exercitam atividades que valorizam a realidade vivida por eles. Segundo a coordenadora pedagógica da unidade, Jane Aparecida Matias, há dois projetos em andamento.

O primeiro é uma pesquisa econômica sobre plantação de girassol para produção de biodiesel, na qual os alunos estão preparando a terra para o plantio ainda neste mês. O segundo, sobre conscientização da importância da água, já permitiu que os estudantes selecionassem áreas, de um rio que passa pelo assentamento, para serem reflorestadas.


Educação superior para o campo - Além da educação básica, a SED, através do Comitê da Educação Básica do Campo – composto por 14 instituições, entre movimentos sociais e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) – está estudando uma proposta de formação de educadores dos assentamentos. Com recursos do Programa Nacional de Educação para a Reforma Agrária (Pronera), a SED estuda a viabilidade de implantar, em 2005, cinco cursos de licenciatura (Matemática, Letras, História, Geografia e História) para atender o ensino médio.

No campus de Aquidauana, a UEMS pretende oferecer o curso de Agronomia e Zootecnia. “As populações dos assentamentos são altamente organizadas. Precisamos permitir que eles estejam capacitados profissionalmente para entender as questões da terra e desenvolver, cada vez mais, as vocações específicas do campo”, afirma a gestora de Processos em Educação Básica do Campo da SED, Ivone Nemer de Arruda.
 
 
APn
 

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