Menu
LIMIT ACADEMIA
sábado, 20 de abril de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Governo oferece curso de informática para alunos surdos

21 Set 2004 - 07h31
Começaram hoje à tarde, no Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima (Cepef), em Campo Grande, as aulas de Informática Básica Especial para 15 alunos com necessidades educativas especiais.

As aulas serão ministradas pelo professor surdo Willians Tannous Quevedo durante três dias da semana no período vespertino. O curso tem uma carga horária de 130 horas. Os alunos também terão acompanhamento do professor ouvinte Luís Paulo Insaralde.

As inscrições foram realizadas pelo Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audicomunicação (Ceada) e pelo Cepef. De acordo com a coordenadora-pedagógica de educação profissional do Ceada, Marlene Pereira Rodrigues, o curso oferecido é pioneiro no Estado. “Nossa preocupação é oferecer um curso no qual esses alunos possam se qualificar e disputar vagas no mercado de trabalho. Não tenho conhecimento de um curso para surdos, com professor surdo e outro ouvinte, oferecido aqui no Estado. Estamos realizando uma iniciativa inédita.”

Alguns dos critérios para que os alunos participassem das aulas era ter conhecimento da Libras (Língua de Sinais), estar cursando o ensino médio e ter acima de 15 anos de idade. Os alunos das escolas estaduais e municipais foram comunicados para concorrer às vagas.

A elaboração do material didático foi um dos pontos bastante discutidos, pois “alunos surdos entendem melhor vendo bastante ilustrações, imagens, figuras. Só foram colocados textos em partes que realmente não havia outra forma de explicação”, afirma Marlene.

“Para o Cepef, é uma realização poder atender públicos variados e incluir alunos com necessidades educativas especiais em nossos cursos, ajudando-os a dominar a informática e proporcionando maior inclusão no mercado de trabalho competitivo, além da inclusão digital e social”, relata a técnica pedagógica do centro, Tânia Márcia Pereira Barbosa.

A intenção é que mais cursos sejam oferecidos para esses alunos e que posteriormente a comunidade também seja atendida com oportunidades assim.


Quebrando barreiras - O Ceada também está oferecendo a partir de hoje curso de artesanato para 20 alunos surdos no Instituto de Ensino e Pesquisa Carlos Drummond de Andrade (CDA), por meio de parceria entre o ventro e o instituto. O curso terá 140 horas com aulas quatro vezes por semana, no CDA.

No primeiro semestre, o Serviço Nacional Aprendizagem Comercial (Senac) chegou a promover um curso de manicure para 13 surdas. Depois das 180 horas do curso, as alunas já estavam trabalhando. Outro curso de massagem também beneficiou pessoas com necessidades especiais.

Para Marlene Rodrigues, atividades como cursos e capacitações podem transformar a vida de muitos deficientes. “Só quebrando barreiras contra o desconhecido, contra o preconceito, é que realmente iremos ter uma sociedade mais igualitária. Pessoas com necessidades especiais são capazes de realizar muitos trabalhos. O que elas precisam é de apenas uma chance”, afirma.
 
 
Agência Popular

Deixe seu Comentário

Leia Também

BONITO - MS - DICA AGÊNCIA ECO TOUR
Confira agora os 5 passeios mais românticos de Bonito (MS)
EM ÁUDIO VAZADO
Em áudio, Onyx diz que governo deu 'uma trava na Petrobras', caminhoneiros podem ficar sossegados
EMOÇÃO E RECOMEÇO
Mãe e filho se reencontram em hospital após desabamento de prédios
ACIDENTE FATAL
Três morrem em explosão provocada por vazamento de botijão de gás
NOVA PARALISAÇÃO
Ala dividida de caminhoneiros falam em greve no próximo dia 29 em todo o Brasil
CAMPO BELO RESORT - PARAÍSO É AQUI
Com noite Árabe e Italiana, PACOTE do dia 03 a 05 de maio já disponível para o Campo Belo Resort
NEGLIGÊNCIA FUNCIONAL
Menino de 12 anos foge de casa, burla esquema de segurança e embarca em avião
DEU RUIM
Vítima reage e mata assaltante que tentava roubar camioneta em Toledo – ASSISTA VÍDEO
PAI MONSTRO
Pai é preso suspeito de estuprar e engravidar a filha de 11 anos
15 METROS DE ALTURA
MILAGRE – Menina de um ano que caiu do 4º andar de prédio não sofreu nenhuma fratura