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24 de Setembro de 2004 18h05

Governo não vai interferir na greve dos bancários

O governo federal não vai interferir nas negociações para acabar com a greve dos bancários que já dura dez dias. Segundo os líderes sindicais que esteviram reunidos nesta sexta-feira com o ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, o governo só acompanhará as negociações.

O presidente da Confederação Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, informou que o ministro Berzoini se propôs apenas a acompanhar o processo de negociação. “O ministro não se recusou a fazer nenhuma intermediação. O que o ministro colocou é que em uma sociedade democrática o setor patronal e dos trabalhadores. O Estado pode acompanhar, mas não vai estatizar a negociação”, disse o dirigente sindical.

O comando de greve saiu da reunião convencido de que a greve continua com maior intensidade se não houver um recuo dos bancos. “A greve é tão forte no setor privado quanto no público. A nossa proposta para terminar essa greve é que se alcance uma solução única para os dois setores. Estamos em uma campanha unificada em todo o país”, salientou Freitas.

Segundo os grevistas, 230 mil bancários de um total de 400 mil trabalhadores em todo o país estão parados em 130 cidades do interior e 24 capitais. Na última rodada de negociação, realizada no dia 8 de outubro, o impasse entre servidores e banqueiros foi criado em virtude do índice de reajuste salarial de 8,5% até 12,77% apresentado pelos bancos.

Os servidores no entanto reivindicam um reajuste de 25% mais participação nos lucros. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Luiz Cláudio Marcolino, os bancos não querem negociar com os grevistas. “Os bancos estão radicalizando no processo da greve, não querendo negociar com o movimento sindical. O processo de greve da categoria, por isso, vem se intesificando a cada dia”, analisou Marcolino.

Os grevistas entregaram uma carta ao ministro Ricardo Berzoini, na qual denunciam que os bancos não estão respeitando o direito de greve. Na carta os bancários relatam o uso da força policial nas manifestações que estão sendo realizadas em frente às agência bancárias.

Participaram da reunião com o ministro Ricardo Berzoini o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Luiz Cláudio Marcolino, o presidente da Confederação Nacional dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a secretária-executiva da Federação dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile, o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dirceu Travesso e o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Jacy Afonso de Mello.
 
 
Agência Brasil
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