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Governo leva R$ 1,5 milhão em moradia e infraestrutura a Angélica

4 Jun 2010 - 10h28Por Notícias.MS

Depois de entregar e lançar obras em Ivinhema nesta quarta-feira (2), o governador André Puccinelli foi a Angélica, município da mesma região, onde inaugurou e iniciou, com recursos próprios e parcerias, R$ 1,5 milhão em investimentos de moradia e pavimentação urbana.

 

 

Em torno de R$ 489 mil oriundos do próprio governo estadual começam a se transformar em execução de serviços que acabarão com buracos que atrapalham a circulação de pessoas e veículos. As obras autorizadas através de ordem de serviço assinada pelo governador darão nova condição à Avenida Antonio Alves de Souza, Rua Stefan Dudas, e Avenida Rachid Neder. “É inédito na história de Angélica um governo executar obra que na verdade seria obrigação municipal”, destacou o prefeito João Donizete Cassuci.

 

 

 

 

Puccinelli explicou que essa ação está sendo possível porque o Estado reequilibrou as contas, e, mesmo enfrentando a crise econômica entre o fim de 2008 e o ano de 2009, já está se reerguendo, podendo ajudar os prefeitos em demandas que são prioritárias para a população. “Isso se chama municipalização. E estamos fazendo totalmente com dinheiro do governo, diferente do que era antigamente, quando o Estado descontava do repasse às prefeituras o que gastava para fazer essa recuperação”.

 

 

Moradias

 

 

Famílias da área urbana foram contempladas com 41 casas, no Residencial Mutum, e moradores do Distrito de Ipezal, com outras 29. Para edificar mais essas unidades, o governo do Estado destinou R$ 458,3 mil em recursos próprios, captou mais um montante dos programas federais e contou com parceria do município.

 

 

“Aqui, antes, era uma história de governador lançar pedra e placa e dali a uns dias essas placas terem que ser tiradas, porque a obra não saía. Mas o governador André Puccinelli vem, lança, constroi e entrega”, comemorou, com a população, o prefeito João Donizete.

 

 

Conforme o governador André Puccinelli, ações que beneficiam tantos cidadãos em municípios menores como esse têm um valor especial, porque essas cidades são as que mais precisam dos olhos do governo.

 

 

Essa atenção foi fundamental para a vida do trabalhador rural Nilton Pereira Magalhães, 40 anos, que recebeu, ao lado das filhas, a chave da nova casa, entregue por André. “Vai me ajudar muito, porque a fazenda onde eu trabalho vai ser arrendada para plantação de cana, e eu vou poder vir pra cidade e trabalhar na usina”, conta ele, trabalhador braçal que lidava com gado na fazenda Palomita. “O dinheiro que a gente ganha não dá pra pagar aluguel, e nem pra construir. Eu cheguei a devolver um terreno que foi cedido pra nós porque não ia dar conta de fazer uma casa”.

 

 

Industrialização, emprego e moradia

 

 

Somente em casas populares, Angélica contabiliza cerca de 300 casas, entre as já entregues, as que estão em execução ou contratadas. E esse número vai aumentar ainda mais. Uma nova proposta está sendo articulada pelo governo do Estado e a prefeitura com a empresa agroenergética Adecoagro, dona de uma grande usina de açúcar e álcool, que conta com incentivos fiscais do Estado.

 

 

O governador visitou as instalações, se encontrou com empregados e viu como está avançado o projeto de expansão. Segundo o proprietário, Marcelo Vieira, a capacidade de moagem está para chegar a quatro milhões de toneladas de cana/ano, e o setor de fabricação de açúcar está sendo finalizado. Desde a última vez que o governador esteve na usina, avançou a ampliação, com a construção de mais uma caldeira para produzir vapor para dois novos geradores. A previsão é gerar, com o bagaço da cana, 60 Megawatts de energia. A empresa já emprega 2.300 funcionários e prevê mais contratações.

 

 

Além disso, no fim do ano começa a construção de mais uma unidade industrial, na cidade vizinha de Ivinhema, com tamanho 50% maior que a de Angélica, e capacidade de moagem de seis milhões de toneladas anualmente. Todo esse investimento vai significar mais emprego e demandar moradia para as famílias de trabalhadores. Uma proposta de parceria prevê construção de residenciais, nos moldes das parcerias atuais, onde governo do Estado e Prefeitura investem um percentual do custo por unidade e mais o terreno. A empresa entraria com o financiamento dos outros 40% junto à Caixa Econômica Federal. Somente esse custo caberia ao mutuário pagar, em parcelas pequenas, com desconto em folha.

 

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