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4 de Setembro de 2004 08h14

Governo foge do debate sobre festival milionário

O Governo do Estado preferiu “fugir”, assim como a representação local do Banco do Brasil, da audiência pública realizada ontem na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, quando deveriam explicar o investimento milionário no Festival América do Sul, que acontecerá de 17 a 25 deste mês, em Corumbá, e custará aproximadamente R$ 3 milhões. O descaso pode ter desdobramentos políticos uma vez que, ao não enviar representantes, o Executivo desrespeitou o Poder Legislativo que, atendendo proposta do deputado Waldir Neves (PSDB), aprovou o requerimento para que as dúvidas fossem sanadas. O deputado tucano anunciou que pedirá ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Justiça Eleitoral para investigar eventual improbidade administrativa, superfaturamento ou uso eleitoral no evento.

Músicos, produtores culturais, cineastas, atores e representantes de órgãos públicos participaram da audiência, que não teve a presença dos secretários estaduais de Cultura, Silvio Nucci, e de Governo, Raufi Marques, do presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Pedro Ortale, e nem do Banco do Brasil. O banco estatal, que concedeu patrocínio de R$ 2,5 milhões, enviou ofício dizendo aos deputados que procurassem a diretoria de marketing em Brasília (DF).

“Como não quer dar explicações, o Governo deve ter muito a esconder”, lamentou Waldir Neves. Ele voltou a ressaltar que pessoas ligadas ao PT estão sendo favorecidas com o investimento milionário. O parlamentar acredita que, após investigação do MPE, pode ficar comprovado se houve mau uso do recurso público e improbidade administrativa.

Comparação

Sem representantes governistas e do principal patrocionador, os críticos do Festival América do Sul dominaram o debate. Participaram da mesa o cineasta Miguel Horta, 46 anos, o representante da Ordem dos Músicos do Brasil, Júlio Cheda, 64, e o diretor-executivo da Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Funcesp), Carlos Alberto de Assis, 45.

Enquanto o festival petista custará mais de R$ 3 milhões, a Funcesp investiu cerca de R$ 200 mil com dez shows de músicos como Wanderléia, Sidnei Magal, Demônios da Garoa e até da paraguaia Perla, no Projeto Noite da Seresta, conforme Assis. Mas ele não prefere criticar o valor porque desconhece os projetos. O acesso aos shows da “Noite da Seresta” são gratuitos, contra os R$ 10 que serão cobrados durante o evento em Corumbá.

Horta diz que gastou apenas R$ 50 mil para promover o Festival Latino-americano de Cinema e Vídeo, que teve a participação da autora global Glória Perez. “O valor do Festival América do Sul é um absurdo”, afirmou. Mais contido, Cheda lamenta que o Governo não tenha discutido o evento com a sociedade nem com os músicos.

Projeto Zeca

Horta diz que o festival faz parte do projeto do governador José Orcírio Miranda dos Santos de promover a rota bioceânica e valorizar a região de Porto Murtinho, sua cidade natal. “Esse governo (do PT) está enlouquecido com o poder”, afirmou, ressaltando que o grupo não tem consciência de que o poder é passageiro.

Deputados federais, como Geraldo Rezende (PPS), vão cobrar explicações do Banco do Brasil sobre o patrocínio, dado após ameaças feitas por José Orcírio.
 
 
Correio do Estado
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