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Governo do Estado começa construção de escola no Pantanal

20 Ago 2004 - 08h49
O governo do Estado, através da Agência de Gestão de Empreendimentos (Agesul), vinculada à Secretaria de Infra-Estrutura e Habitação, e da Secretaria de Estado de Educação (SED), começa a construir hoje a escola que vai atender a comunidade que vive na região do rio Paraguai Mirim (afluente do rio Paraguai), no município de Corumbá. O processo licitatório foi homologado no dia 16 de agosto pelo secretário de Infra-Estrutura e Habitação, Paulo Duarte.

Serão destinados R$ 213 mil do Fundo de Investimento Social (FIS) na obra que, conforme projeto elaborado pela SED, terá duas salas de aula, alojamento com 28 vagas para alunos e outro para professores, refeitório, cozinha e sanitários. A escola Paraguai Mirim será construída em uma área da fazenda Ilha Verde, em local elevado, para não ser atingida pela cheia do Pantanal, e de fácil acesso aos estudantes e professores, pelo rio e por terra.

“Assim como aconteceu com a comunidade guató, que é bem mais distante (10 horas de barco de Corumbá), na ilha Ínsua, nós também vamos garantir educação e inclusão social a essas comunidades do Paraguai Mirim”, garantiu o secretário de Estado de Educação, Hélio de Lima.

Expedições realizadas em junho por equipes do governo cadastraram 78 famílias de catadores de iscas e pescadores vivendo na região, a 224 quilômetros de Corumbá. A gestora de processos da SED, Ivone Nemer de Arruda, que participou da missão, constatou que 85% dos ribeirinhos não são alfabetizados.

A nova unidade será construída em quatro meses e vai beneficiar cerca de 60 alunos em regime de alternância: 15 dias de aula e outros 15 de folga. Os professores, gestores e funcionários que vão atuar na escola serão contratados pela SED, que contará com apoio do Instituto Parque do Pantanal (IPP).

A construção só começa agora porque diversas dificuldades foram encontradas. A principal delas foi dispor de uma área elevada e de acesso facilitado à comunidade. O local ideal foi escolhido após viagens de levantamentos feitas pelo coordenador da Rede Física da SED, Horácio de Almeida Liberato.

Barreiras como a cheia do Pantanal e a distância do local até Corumbá, que dificultam a logística de transporte de materiais e pessoal, também contribuíram para adiamento do início da obra.
 
APn

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