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Governador de Alagoas é citado em inquérito da PF

21 Mai 2007 - 13h00

O inquérito criminal da Operação Navalha da Polícia Federal cita o suposto envolvimento do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), no esquema de fraude a licitações e obras públicas.

Segundo gravações telefônicas da PF, ele teria autorizado a execução de uma obra pela construtora Gautama, logo após um encontro com o dono da empresa, Zuleido Veras, apontado como o chefe da organização criminosa.

Também aparece nas investigações o nome do ex-governador de Sergipe João Alves Filho (DEM), cujo filho, João Alves Neto, está preso. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, diz que ele tinha conhecimento da suposta atuação irregular do filho.

Em parecer de 21 de novembro de 2006, Antonio Fernando diz: "Existem indícios da participação do governador de Sergipe, João Alves Filho, através do filho, João Alves Neto".

A Operação Navalha pôs sob suspeita Jackson Lago (PDT), atual governador do Maranhão e que tem dois sobrinhos presos, e José Reinaldo Tavares (PSB), ex-governador do Maranhão, que obteve liminar ontem após três dias na carceragem da PF, em Brasília.

Alagoas - No relatório que cita o atual governador de Alagoas, dois delegados da PF dizem: "Já há algum tempo os integrantes da organização vêm falando sobre uma obra de "alças" rodoviárias, sendo que neste último período foram interceptados diálogos que sugerem que tal obra deverá ser entregue à Gautama".

Os dois delegados que assinam o documento prosseguem: "Enéas [de Alencastro] e Denilson [de Luna Tenório] falam que a ordem teria partido do governador, o qual no dia 26 de abril, às 12h30, teve encontro com Zuleido no gabinete de João Tenório, em Brasília."

Suplente de Teotônio, João Tenório assumiu a vaga no Senado com a eleição do tucano. Enéas e Denilson são funcionários do governo de Alagoas e estão presos. O inquérito registrou ao menos três encontros entre Teotônio e Zuleido. Em um deles, ao tratar da obra de "alças" rodoviárias, o governador se queixa que Zuleido só trabalha com "dinheiro grande". Não fica claro qual foi o valor negociado. O empreiteiro diz que "não gosta de trabalhar com governador fraco".

A apuração mostra que os negócios com a Gautama teriam ajudado o governo de Alagoas a quitar débito com o INSS, porque, inadimplente, o Estado não recebia repasses da União.

A PF também relata a "contratação" de uma pessoa para acompanhar o secretário de Infra-Estrutura de Alagoas, Adeilson Bezerra, em "farras", como exemplo do "grau de especialização" da quadrilha.

A assessoria do governador de Alagoas disse que não seria possível contatá-lo, porque ele estava na casa de praia, incomunicável. O ex-governador de Sergipe não foi encontrado.

Folha Online

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