Menu
LIMIT ACADEMIA
terça, 21 de maio de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ÁGUAS DE BONITO
Brasil

Governador de Alagoas é citado em inquérito da PF

21 Mai 2007 - 13h00

O inquérito criminal da Operação Navalha da Polícia Federal cita o suposto envolvimento do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), no esquema de fraude a licitações e obras públicas.

Segundo gravações telefônicas da PF, ele teria autorizado a execução de uma obra pela construtora Gautama, logo após um encontro com o dono da empresa, Zuleido Veras, apontado como o chefe da organização criminosa.

Também aparece nas investigações o nome do ex-governador de Sergipe João Alves Filho (DEM), cujo filho, João Alves Neto, está preso. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, diz que ele tinha conhecimento da suposta atuação irregular do filho.

Em parecer de 21 de novembro de 2006, Antonio Fernando diz: "Existem indícios da participação do governador de Sergipe, João Alves Filho, através do filho, João Alves Neto".

A Operação Navalha pôs sob suspeita Jackson Lago (PDT), atual governador do Maranhão e que tem dois sobrinhos presos, e José Reinaldo Tavares (PSB), ex-governador do Maranhão, que obteve liminar ontem após três dias na carceragem da PF, em Brasília.

Alagoas - No relatório que cita o atual governador de Alagoas, dois delegados da PF dizem: "Já há algum tempo os integrantes da organização vêm falando sobre uma obra de "alças" rodoviárias, sendo que neste último período foram interceptados diálogos que sugerem que tal obra deverá ser entregue à Gautama".

Os dois delegados que assinam o documento prosseguem: "Enéas [de Alencastro] e Denilson [de Luna Tenório] falam que a ordem teria partido do governador, o qual no dia 26 de abril, às 12h30, teve encontro com Zuleido no gabinete de João Tenório, em Brasília."

Suplente de Teotônio, João Tenório assumiu a vaga no Senado com a eleição do tucano. Enéas e Denilson são funcionários do governo de Alagoas e estão presos. O inquérito registrou ao menos três encontros entre Teotônio e Zuleido. Em um deles, ao tratar da obra de "alças" rodoviárias, o governador se queixa que Zuleido só trabalha com "dinheiro grande". Não fica claro qual foi o valor negociado. O empreiteiro diz que "não gosta de trabalhar com governador fraco".

A apuração mostra que os negócios com a Gautama teriam ajudado o governo de Alagoas a quitar débito com o INSS, porque, inadimplente, o Estado não recebia repasses da União.

A PF também relata a "contratação" de uma pessoa para acompanhar o secretário de Infra-Estrutura de Alagoas, Adeilson Bezerra, em "farras", como exemplo do "grau de especialização" da quadrilha.

A assessoria do governador de Alagoas disse que não seria possível contatá-lo, porque ele estava na casa de praia, incomunicável. O ex-governador de Sergipe não foi encontrado.

Folha Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

FAMOSIDADES
Com quadro de AVC, Agnaldo Timóteo é internado na Bahia
MONSTRUOSIDADE
Pai bate em bebê até a morte por ela ter nascido menina
HOMICIDIO - MISTÉRIO
Filho de 9 anos encontra pai morto no banheiro de casa
REENCONTRO
Filhos reencontram mãe em asilo depois de 54 anos
EXPLORAÇÃO SEXUAL
Casal é preso por abusar sexualmente de 14 adolescentes, atraídos por emprego
LESÃO CORPORAL
Com ciúmes, mulher queima marido com ferro de passar
FORAGIDOS
Homens encapuzados incendeiam ônibus do transporte coletivo
FÁTIMA DO SUL - O BOTICÁRIO
O Boticário apresenta versões de Creme Acetinado da perfumaria de Botica 214 em Fátima do Sul
CAMPO BELO RESORT - FERIADÃO DE JUNHO
Campo Belo Resort com pacote especial para o feriadão de Corpus Christi, confira e faça sua reserva
MÁ SORTE
Morador do PR diz ter acertado os números da Mega-Sena acumulada, mas caixa não registra cartão