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Golpista presa em São Paulo agia desde muito cedo no interior de MS

27 Ago 2007 - 08h45

A crônica policial de São Paulo revelou, esta semana, uma história incrível. A história de Kelly, a jovem bonita e bem vestida, que se passava por milionária para roubar quem caísse na conversa dela.

Um rosto e muitos disfarces: estudante de Direito, empresária, fazendeira e até filha do presidente do Paraguai. Na vida real, uma golpista de apenas 19 anos.

“Você, safada, me roubou. Subestimou minha inteligência. Eu fui inocente perto da sua maldade”

Esse é o desabafo de Dona Amena, de 84 anos, ao ficar frente a frente com a jovem que roubou seu talão de cheques.

Kelly, a golpista, prejudicou muita gente durante os seis meses em que atuou num dos bairros mais chiques e ricos do Brasil: os Jardins, em São Paulo. 

Mas esta semana, todos os seus disfarces caíram de uma vez. A jovem foi até uma delegacia acusar sua própria advogada de roubo. Era mentira.

“Fiquei muito surpresa porque não esperava este tipo de comportamento. Não é comum entre advogado e cliente”, contou Yara Alves Brasil, ex-advogada de Kelly.

A delegada de plantão desconfiou da história e começou a investigar a menina do interior. Era o começo do fim de uma vida cheia de glamour e golpes de Kelly dos Santos.

“A gente vai puxando e a linha vem. Parece que a linha não acaba mais”, revelou a delegada Aline Martins Gonçalves.

Mais de 20 vítimas já apareceram, só em São Paulo. Mas a polícia afirma que ainda é impossível saber quantas pessoas foram enganadas e quanto Kelly roubou.

“É uma menina de 19 anos, bonita. Ela conseguia chegar fácil nos homens, na maioria”, explica a delegada.

E não só nos homens. Com Dona Amena, ela usou uma tática diferente.

 “Eu estava atravessando a rua e tropecei. E apareceu aquela moça, correndo, para me ajudar a levantar. Eu agradeci muito e ela me trouxe até a minha casa. Depois de uns dias ela voltou, ela entrou, sentou aí onde o senhor está”, contou Dona Amena.

Boa de conversa, Kelly descobriu alguns segredos. Como o talão de cheques, que estava guardado atrás de um quadro.

“Ela furtou o talão de cheques enquanto eu fui ao banheiro. Ela já sabia que estava dentro do quadro. Ela pegou e eu não vi, nem percebi”, disse dona Amena.

Kelly sabia como cativar suas vítimas.

‘A senhora ainda pode casar. Tem o dono da padaria aí. Ele é solteirão e ele tem dinheiro’, disse Kelly para dona Amena. “Eu fui falar com ele. Ele também caiu no golpe. Ele é um homem experiente e caiu”.

O dono de uma galeria de arte, que não quer aparecer, também caiu na conversa.

Durante um namoro-relâmpago com Kelly, teve vários cheques roubados, além de uma gravura, agora recuperada pela polícia, do pintor catalão Joan Miró, avaliada em 36 mil reais.

Com pouca idade, mas muita experiência nos golpes, Kelly começou cedo, aos 12 anos, em Amambai, no Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu.

“Para ela não existia regras. Ela achava que ela mandava, que ela podia tudo. E ela tentava ludibriar todo mundo”, conta Maria Rosa Flores, ex-diretora da escola de Kelly.

“Nós já a conhecíamos há alguns anos. Ela começou a chorar, chorar. Quando de repente eu tive que falar para ele que já a conhecia. Que não adiantava ela ficar chorando porque eu já sabia quem ela era. E ela de repente encerra o choro dizendo que era verdade, que não precisava chorar para mim”, revela Thiago Tanaka, juiz de Amanbai.

A repórter Claudia Gagher foi até Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde mora a mãe de Kelly. Ela não estava em casa. Da família, a única que aceitou falar foi uma tia.

“Ela desobedecia os professores, sempre furtava alguma coisa. Sempre dava muito problema desde pequena”, revelou Leodonir Carvalho, tia de Kelly.

Dona Amena, secretária bilíngüe aposentada, vive sozinha e pensou que tinha passado por tudo na vida.

“Aprendi que não se pode confiar mais em ninguém”.

 

 

TV Morena

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