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Geraldo propõe consenso regional para a UFGD

13 Jul 2004 - 16h31

O deputado federal Geraldo Resende (PPS) acredita que somente a união das forças políticas, institucionais e da sociedade de toda a região da Grande Dourados poderá garantir o início da implantação da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) ainda este ano. Segundo o parlamentar, o exemplo foi dado pela região do ABC Paulista, que se uniu e conseguiu que o governo enviasse ao Congresso o projeto da Universidade Federal do ABC, a UniABC, conforme notícia publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, em sua edição de sexta-feira (9).

Geraldo Resende explica que a UniABC faz parte de um pacote de sete universidades que deverão ser criadas pelo Governo Federal, da qual também faz parte a UFGD. “O ABC se uniu e realizou audiência no Planalto envolvendo prefeitos da região, deputados e ministros, independente de questões partidárias e o projeto já está no Congresso”.

Para Geraldo Resende a implantação da UFGD não será apenas a realização de um antigo sonho da população regional, mas também a salvação da universidade pública federal na região, que enfrenta sérios problemas, como a falta de professores, laboratórios e material didático, entre outros problemas.

“As dificuldades enfrentadas pelo curso de Medicina em Dourados é apenas a parte mais visível de um ‘iceberg’”, avalia Geraldo Resende. “A implantação da UFGD, que vai demandar uma reestruturação e emancipação do campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Dourados, é a esperança de um ensino de melhor qualidade para toda a região”.

O parlamentar exemplifica com o projeto da UniABC, que será instalada no berço político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que custará R$ 150 milhões anuais quando estiver em pleno funcionamento, o que deverá acontecer cinco anos após a sua inauguração.

A criação da UniABC, pacote do qual também faz parte a UFGD, engloba um programa de expansão e vagas nas universidades públicas federais, que se encontra em discussão no Ministério da Educação. Segundo Geraldo Resende, a proposta é criar campi avançados e novas instituições em locais onde haja deficiências no ensino superior.

A previsão orçamentária do Ministério da Educação para este ano é de repasse de cerca de R$ 650 milhões para o custeio de instituições federais de ensino superior, dentre as quais, 44 universidades. “Precisamos lutar, sem descanso e de forma unificada, para que nossa região também seja contemplada com esses recursos”, opina Geraldo Resende. “Somente desta forma o projeto da UFGD será enviado ainda esse para o Congresso”, conclui. Colaborou Ricardo Minella.

 

 

Fátima News

 

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