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Gandi Jamil devia R$ 1,3 milhões a dono de bingo, diz PF

19 Jun 2007 - 07h54

Foragido da Operação Xeque-Mate desencadeada pela Polícia Federal, o ex-deputado federal Gandi Jamil Georges foi flagrado pelo grampo sendo pressionado por um dono de bingo de Campo Grande para pagar dívida de R$ 1,3 milhão. A ligação interceptada pela Polícia Federal ocorreu na tarde de 10 de maio - 24 dias antes que a operação fosse deflagrada.

Em 19 minutos e 36 segundos, Gandi Jamil, que também chegou a ser candidato a governador de Mato Grosso do Sul, trava um diálogo tenso com o empresário Alfredo Loureiro Cursino, proprietário de bingos e distribuidor de máquinas caça-níqueis no Estado. A Operação Xeque-Mate fechou o cerco a 80 pessoas, entre elas Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vavá caiu no grampo 18 vezes e é acusado pela PF pelos crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio. O relatório da investigação federal sustenta que, em março, Vavá chegou a falar pessoalmente com o presidente sobre máquinas caça-níqueis. A PF suspeita que a dívida de Gandi Jamil é relativa a máquinas de jogos instaladas em um cassino de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde o ex-deputado estaria escondido, sob a proteção de capangas armados.

Na conversa, Cursino cobra insistentemente R$ 200 mil de Gandi Jamil, parte da dívida. Em outro diálogo que a Xeque-Mate pegou, o ex-deputado federal fala de seus planos para construir um hotel-cassino próximo ao Shopping China, em Pedro Juan Caballero. A casa também vai oferecer shows internacionais à clientela.

Gandi Jamil foi político influente em Mato Grosso do Sul. Então no PDS, ele presidiu a Assembléia Legislativa entre 1985 e 1986. Foi deputado federal constituinte pelo antigo PFL e, em 1990, tentou se eleger governador pelo PDT. A investigação da PF revela que ele é um dos proprietários do Hotel Cassino Amambay, em Pedro Juan Caballero, fronteira com o Brasil, no município de Ponta Porã.

Gandi Jamil está com a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. Seus advogados entraram com pedido de relaxamento da ordem judicial. A defesa garante que o ex-deputado está no Brasil. O grampo federal pegou uma outra conversa entre Gandi Jamil e Cursino, dia 9 de maio. Cursino reclama que Gandi “está fugindo dele” e diz que “está fazendo papel de imbecil de novo”.

Gandi Jamil diz que “quer acertar”, mas Cursino reage: “Que acertar, você não está pagando um real para o meu funcionário, eu tive que mandar dinheiro para ele comer.” Cursino diz a Gandi que está colocando máquinas no Paraguai. “Esse assunto é de interesse mútuo, esse assunto máquina, cassino, esse troço todo, nós temos que sentar e conversar juntos Alfredo”, responde o ex-deputado. “Não sou eu que não estou te pagando.” Gandi pergunta: “O que o teu rapaz precisa aqui?” Cursino responde: “Precisa que vocês honrem o que vocês estão prometendo.”

 

 

 

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