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Frigorífico prejudica pecuaristas em Amambai

22 Out 2004 - 09h27
O Sindicato Rural de Amambai está preocupado com a situação dos pecuaristas da região de Amambai que estão absolutamente revoltados com os prejuízos que vêm sofrendo a partir das condições de pagamento criadas pelo maior comprador de bovinos da região, o Fribai, que agora mudou o nome para Margen.
Segundo o Gilberto Dalpasqual, presidente do Sindicato, os pecuaristas estão sendo praticamente caloteados, já que o frigorífico sistematicamente os tem enrolado nas questões de pagamento que, na maioria das vezes, chegam a até 180 dias.
De acordo com Dalpasqual, os pecuaristas que venderam o gado nos meses de maio e junho, receberam um cheque para 30 dias. Ao depositarem esses cheques, eles foram devolvidos duas vezes por falta de fundos. Imediatamente, o pecuarista procurou o frigorífico que emitiu outro cheque no mesmo valor, sem juros, para mais 30 dias que também foi devolvido duas vezes pelo banco por insuficiência de numerário. Aí os pecuaristas retornaram ao Fribai que propôs um acordo de pagamento em três vezes sem qualquer correção ou os juros correspondentes. Antevendo um prejuízo cada vez maior e sem alternativa melhor, os pecuaristas aceitaram o acordo e, mais uma vez, foram ludibriados, pois ao começar ao vencimento das parcelas, o Fribai sustou os cheques correspondentes.
Desesperados, os criadores procuraram mais uma vez o Fribai que lhes impôs a única opção de receberem uma vaca magra que vale de R$ 400,00 a R$ 500,00 pelo valor de R$ 1.000,00 ou uma vaca parida por R$ 1.300,00 à escolha do frigorífico sem direito de os prejudicados fazerem o aparte, ou que recebessem daqui a 18 meses corrigidos pelos índices da Poupança, ou que procurasses seus direitos na Justiça. Aos pecuaristas só restam aceitar o acordo, pois os bens do Frigorífico estão indisponíveis pela Justiça.
Segundo Dalpasqual, o rombo já chega a cerca de R$ 5 milhões, dinheiro suficiente para quebrar alguns pecuaristas e refletir em toda a economia do Cone Sul, já abalada pela frustração de safra deste ano.
Indignado, o presidente do Sindicato diz que “agora é a hora da união da classe produtora para combater esse tipo de picaretagem e evitar que tal procedimento continue a acontecer, trazendo prejuízos para toda a comunidade” e, continua ele, “que as autoridades competentes estejam atentas para esses maus empresários”.
Procurado pela reportagem o Fribai se manifestou através do gerente da unidade, André Muza que explicou que “desde 1º de agosto o frigorífico passou a ser denominado Margen com novos sócios e a partir desta data todos os pagamentos estão rigorosamente em dia”. Segundo Muza, a nova empresa não assumiu os passivos antigos do Fribai, mas que estes estão sendo negociados dentro da realidade de pagamento possível. Muza também confirma que os devedores fazem propostas de um contrato para vencimento em um ano baseado em arrobas ou pelo valor de R$ 1 mil cada vaca e ainda que aceitam propostas desde que estejam dentro da realidade da capacidade de pagamento do Fribai.
Ainda segundo o gerente, o frigorífico Margen gera 327 empregos diretos e tem interesse em continuar operando em Amambai, para tanto, espera resolver essas pendências para que a cidade na seja prejudicada.
 
 
 
Diário MS

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