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Fátima do Sul, 24 de Outubro de 2017
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29 de Dezembro de 2004 07h55

Frigorífico Margen confirma demissão em massa

O Frigorífico Margen começou a demitir ontem (28-12) seus 11 mil funcionários, das 21 unidades processadoras em todo o país. Segundo Ney Moura Teles, advogado dos diretores do grupo, os funcionários foram comunicados ontem sobre a demissão e o processo será negociado com o sindicato desses trabalhadores.

Teles disse que todas as demissões poderão ser revertidas, caso a Justiça Federal de Mato Grosso do Sul revogue a prisão dos diretores do grupo, que estão presos desde o dia 1º de dezembro, acusados de sonegação fiscal. O caso estava sendo analisado ontem pela juíza Janete Cabral. Até o fechamento desta edição, contudo, a soltura dos acusados não tinha sido deferida.

Segundo Wagner Cyrne Diniz, gerente comercial do grupo, apenas duas unidades industriais ainda estão abatendo - Paranavaí (PR) e Rondônia -, mas em condições precárias. Na semana passada, a empresa tinha informado que iria demitir 5 mil funcionários, mas voltou atrás. "Fomos protelando a decisão na expectativa de que a Justiça concedesse a liberdade aos diretores do grupo". Diniz afirmou que o grupo registra um prejuízo diário de R$ 300 mil a R$ 400 mil com as fábricas paralisadas.

Ao Valor, duas funcionários da fábrica de Rio Verde (GO) confirmaram que já tinham sido comunicadas que seriam dispensadas. As demissões, segundo Diniz, refletem a ociosidade das plantas. De acordo com Teles, advogado dos diretores, os direitos trabalhistas serão pagos, mesmo que de forma parcelada.

Presos deste o início de dezembro pela Polícia Federal, na chamada operação "Perseu", os diretores do grupo são acusados de sonegar R$ 150 milhões em tributos federais, estaduais e municipais e em dívidas com o INSS. Por conta da prisão dos diretores, as linhas de crédito da empresa foram cortadas. Sem capital de giro, a empresa está sem recursos para comprar o gado para abate. Até novembro, o abate diário era de cerca de 8 mil cabeças.

Para o senador Ramez Tebet (PMDB/MS), "o poder público, o que inclui o judiciário e o executivo, deveria levar em consideração os impactos econômicos e sociais desta decisão". Tebet disse que o Estado do Mato Grosso do Sul, onde a empresa tem cerca de 2,5 mil funcionários, será altamente prejudicado com o fechamento do grupo Margen. "O Estado depende muito da agricultura e pecuária. Os principais frigoríficos estão no Mato Grosso do Sul", afirmou Tebet, que também é pecuarista.
 
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