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5 de Outubro de 2004 15h23

Fosfertil quer investir US$ 900 milhões

A Fosfertil Ultrafertil, maior indústria de matérias-primas de fertilizantes do País, tem engatilhado um pacote de investimentos de US$ 900 milhões para ampliar suas operações, informa o presidente da companhia, Francisco Gros. Desse volume, US$ 500 milhões devem ser aplicados para duplicar a produção de fosfatados e outros US$ 400 milhões para aumentar a produção de nitrogenados, como a uréia e a amônia.

Esse último projeto, no entanto, ainda depende de definição sobre o fornecimento de gás pela Petrobras. "Ainda dependemos da decisão da companhia de retomar ou não esse mercado para colocar em prática nosso projeto na área de nitrogenados", afirma Gros. A produção de nitrogenados depende do gás natural fornecido pela estatal brasileira. As duas fábricas da Fosfertil - em Cubatão (SP) e em Araucária (PR) - estão estrategicamente localizadas ao lado de unidades da Petrobras.

As safras recordes de grãos e o salto tecnológico da agricultura brasileira nos últimos anos impulsionaram o setor de matérias-primas para fertilizantes. "O desafio desse setor é investir mais", diz Gros, que não informou quando os investimentos devem ser executados. Nos últimos dez anos, o setor de fertilizantes tem crescido a uma taxa média de 8% ao ano, informa a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

A meta é ampliar a participação da Fosfertil no segmento, ainda dominado por importados, que detêm 50% das vendas de fosfatados e 70% de nitrogenados.

Gros calcula que seriam necessários pelo menos US$ 1,2 bilhão em aportes nas linhas de produção para fazer frente aos importados. "O segmento tem potencial para aumentar a capacidade de produção de nutrientes fosfatados em 1 milhão de toneladas até 2011", afirmou durante palestra a executivos de finanças na última sexta-feira em Curitiba.

Com 35% das vendas do segmento, a Fosfertil está investindo atualmente R$ 280 milhões para ampliar sua atuação em fosfatados. O projeto, anunciado em novembro de 2003, vai permitir aumentar em 23,5% a produção de fosfatados até 2005, o que significará mais 167 mil toneladas por ano. O atual programa de investimentos ampliará a capacidade do Complexo de Mineração de Tapira (MG), do Complexo Minero-Químico de Catalão (GO) e do Complexo Industrial de Uberaba (MG). A produção chegará a 1,77 milhão de toneladas por ano.

O novo pacote de investimentos, que ainda precisa do aval do Conselho de Administração, poderá ser financiado com recursos próprios e agentes financeiros, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o International Finance Corporation (IFC), disse Gros. Somente o projeto de nitrogenados significará a produção de 800 mil toneladas de amônia e 800 mil toneladas de uréia.

Apesar das perspectivas otimistas para a agricultura nos próximos anos, o Brasil deve prosseguir como grande importador mundial de fertilizantes. "A maioria das empresas não tem interesse em investir em razão do difícil acesso à matéria-prima nacional e à dificuldade de obtenção de lavras de minas", afirma Eduardo Daher, secretário-executivo da Anda.

Ele cita o exemplo do potássio. O fornecimento da matéria-prima do potássio, o cloreto de potássio, é quase uma exclusividade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), dona de uma mina em Sergipe.

"Cerca de 90% do potássio consumido é importado. A Vale atende somente 10% da necessidade nacional", calcula.
 
 
Gazeta Mercantil
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