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Brasil

Forças armadas vão conter tráfico na fronteira, diz Sindicalista

30 Ago 2010 - 15h40Por Wilson Aquino

O tráfico de armas e de drogas do Paraguai e da Bolívia, que passam por Mato Grosso do Sul, uma das principais rotas desses crimes, vai reduzir drásticamente com a lei que cria o Estado Maior das Forças Armadas, sancionada pelo presidente Lula na quarta-feira (25) e que dá poder de polícia às Forças Armadas. “Essa é uma das principais mudanças da lei. Ela autoriza, por exemplo, o Exército a revistar pessoas e veículos, fazer patrulhamento e até prisões em fragrante delito”, avalia Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul.

Idelmar, que preside também a Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS, entidade que representa mais de 100 mil trabalhadores no Estado, diz que a segurança das famílias, tanto na região de fronteira como em todo o País será melhor pois com essa “força policial” das Forças Armadas haverá maior apreensão de drogas e armas que entram livremente no Brasil passando pelas grandes extensões de fronteira seca que o Brasil faz com vários países vizinhos (Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai).

Só Mato Grosso do Sul, por exemplo, a fronteira seca com a Bolívia e Paraguai somam 753 quilômetros de extensão. Sendo que só com o Paraguai, são 434 quiômetros e 319 quilometros com a Bolívia. “É uma região muito extensa para fiscalização apenas das polícias civil, militar e federal”, explica o presidente da Força Sindical.

“O uso das forças armadas nessa tarefa conter o crime na fronteira de Mato Grosso do Sul é um sonho antigo do povo sulmatogrossense”, explica Idelmar que comemorou primeiro a aprovação da lei pelo Congresso Nacional e agora a sansão do presidente Lula na semana passada.

A nova lei ainda reforça o poder do ministro da Defesa ao dar a ele o poder de indicação dos comandantes das Forças Armadas, hoje sob responsabilidade do presidente da República.


SEGURANÇA PÚBLICA- O presidente da Força Sindical e presidente da Fetracom disse que as famílias que vivem na região de fronteira convivem constantemente com a insegurança em função da ação de bandidos. Ele tem recebido inúmeros relatos de comerciários que trabalham em municípios na faixa de fronteira com os dois países (Bolívia e Paraguai) no lado sulmatogrossense e o temor pela falta de segurança é muito grande. Idelmar acredita que as coisas vão melhorar muito a partir do pleno vigor essa nova lei.

O sindicalista explica que é pela fronteira seca que entram muitos dos armamentos que vão parar nas mãos de grupos como o Comando Vermelho e o PCC, ambos, com “filiais” nas regiões de Pedro Juan Caballero (fronteira com Ponta Porã) e Capitán Bado (fronteira com Coronel Sapucaia).

Além do tráfico, a possibilidade de que os militares atuem com poder de polícia deve servir, também, para inibir outras atividades ilegais fronteiriças, como o contrabando e o roubo de carros. No caso do contrabando, um dos focos da repressão seria o cigarro trazido ilegalmente do país vizinho. “Vamos aguardar e torcer para que as mudanças se realizem e que tenhamos um Mato Grosso do Sul e um Brasil, de maneira geral, mais seguros”, comentou Idelmar.

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