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Força Nacional de Segurança treina as 12 primeiras mulheres

3 Set 2004 - 17h32
Com quase 12 anos de carreira na Polícia Militar, a catarinense Marli Santana da Silveira, 29 anos, é uma das 12 primeiras mulheres treinadas para integrar a Força Nacional de Segurança Pública. Além delas, 436 homens, entre policiais militares e bombeiros, já receberam capacitação, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, para compor a tropa de elite que atuará em situações de emergência ou quando houver necessidade de reforço na área de segurança pública dos estados.

Durante duas semanas, os integrantes da Força Nacional receberam aulas práticas e teóricas, sobre técnicas de abordagem, tiro, primeiros socorros, patrulhamento e direitos humanos, entre outros temas. O objetivo é padronizar os conhecimentos e procedimentos desses profissionais.

Após a solenidade de formatura da segunda turma de integrantes do grupo, realizada hoje, a policial militar Marli Silveira disse que, durante os quinze dias de curso, conseguiu colocar em prática tudo que aprendeu. “O treinamento para a prática da Força Nacional foi igual para todos, desde o mais moderno policial até o mais antigo, e também para os homens e as mulheres”, destacou Marli. Para ela, que se casou uma semana antes do início da capacitação, a parte mais difícil foi ficar longe da família. “Mas tudo isso valeu a pena. Espero poder lutar pelo Brasil, fazer com que realmente a segurança pública seja uma realidade para os cidadãos brasileiros”.

Segundo o coordenador da Força Nacional, Aurélio Ferreira Rodrigues, um dos focos dos instrutores foi colocar os policiais em contato com diversos tipo de armamento. Segundo Rodrigues, em 15 dias, cada um dos participantes teve oportunidade de treinar 300 tiros de pistola e outros 200 de fuzil. “Muitos policiais militares nunca tinham treinado tantos tiros, em anos e anos de carreira”, observou.

Durante o evento, o secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, afirmou que os policiais militares e bombeiros diplomados representam a integração entre as corporações de vários estados.

“A integração necessária, agora, é entre a sociedade e as instituições policiais e isso nós só vamos conseguir no dia-a-dia, com o atendimento adequado a essa demanda por segurança pública, com uma postura profissional firme, mas dentro dos preceitos da atualidade, da polícia cidadã, observando e garantindo os direitos humanos”. Corrêa também ressaltou o grau de responsabilidade desses profissionais. “Os senhores serão cobrados num nível maior de que os outros policiais”, afirmou.

A policial militar mineira Miriam Soares Aleixo, 29 anos, disse estar ciente dos desafios que estão por trás da nova missão. “Sei que não vai ser fácil, mas a gente está aí para isso. Estou preparada e cheia de coragem”, salientou.
 
Agência Brasil
 

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