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Brasil

Focos de queimadas aumentam 134% no país, diz Inpe

28 Ago 2010 - 09h08Por Terra

As queimadas no país aumentaram 134% neste ano, um salto atribuído a ações criminosas e especulativas, clima seco prolongado e avanço da fronteira agrícola, disseram especialistas na sexta-feira.

Do início do ano até 27 de agosto, o total de queimadas atingiu 41.636 focos, um aumento de 134% em relação ao mesmo período do ano passado, quando chegou a 17.788, segundo o satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

"É uma confluência de fatores... um tempo mais seco que outros anos e a gente não tem no Brasil um sistema nacional de prevenção e combate a incêndio", disse o ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro e atual consultor de florestas e clima, Tasso Rezende de Azevedo.

Foi a primeira vez que o índice registrou crescimento para o período desde 2007, quando as queimadas atingiram o pico de 59.915 focos.

Os Estados mais afetados estão no Cerrado, como Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará, Rondônia, Piauí, Goiás e Minas Gerais, enquanto Acre, Rio Grande do Sul e Amazonas figuram entre os que mais diminuíram seus focos.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pediu investigação e disse que sete mil bombeiros trabalham no combate às queimadas, além de homens do Exército e brigadistas.

Para ela, "o fogo se deve a práticas ilegais costumeiras no Cerrado", que abrange 12 Estados brasileiros. A chefe da pasta solicitou perícias para apurar causas e aplicar punições. Segundo o ministério, 90 milhões de reais estão destinados às operações de combate ao fogo.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) já aplicou mais de 4 milhões de reais em multas nesta semana por queimadas ilegais. Em Rondônia, uma pessoa foi presa em flagrante ao colocar fogo numa pastagem. No Pará, o órgão multou sete proprietários rurais.

O clima não tem ajudado neste ano e Azevedo alertou para o agravamento das mudanças climáticas no país.

"Os cenários previstos apontam que esses períodos secos mais prolongados e mais intensos vão se agravar", afirmou.

A umidade relativa do ar está abaixo dos 20 por cento em grande parte de Mato Grosso, Tocantins, interior dos Estados do Nordeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro, interior de São Paulo e norte de Mato Grosso do Sul, disse o Inmet.

Na capital paulista, a umidade atingiu 12 por cento na tarde da sexta-feira, mínima recorde para o ano e dentro da faixa registrada no deserto do Saara, de 10 a 15 por cento.

Desde 1961, quando começou a medição, o menor número foi atingido em 14 de agosto de 2009, com 10 por cento.

"A baixa umidade está associada à falta de chuva e ao período longo sem chuva ... é a seca prolongada", disse o meteorologista do Inmet, Luiz Cavalcanti.

Não há chuvas significativas em São Paulo há 41 dias, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências. "Sem chuva, a vegetação seca, então fica muito mais favorável às queimadas", afirmou o meteorologista.

A situação piora quando as queimadas atingem as regiões que já estão com baixos índices de umidade. Com o aumento das temperaturas pelo fogo, "a pouca quantidade de vapor que tem naquela parcela da atmosfera vai se expandir mais ainda."

O diretor de políticas públicas da organização SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, foi mais a fundo. Ele acredita que o aumento das queimadas pode estar ligado à especulação pelo novo código florestal, aprovado em julho pela Comissão Especial na Câmara dos Deputados.

Entre as mudanças mais polêmicas do projeto está a proibição de abertura de novas áreas para a agropecuária por cinco anos.

"Essa especulação que está havendo no Brasil hoje está sendo responsável, num ano de evento climático, por uma degradação que a gente nunca viu promovida pelo pior tipo de forma de manejar área que é o fogo", disse Mantovani.

"O que está acontecendo agora é um crime contra a sociedade."

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