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Festa em Pernambuco tem pamonha gigante de 250 quilos

19 Jun 2007 - 16h05
Três mil espigas de milho, 20 quilos de açúcar, 40 litros de leite de coco, 20 quilos de manteiga. Esses são os ingredientes para a chamada maior pamonha do mundo, estrela da Festa da Pamonha Gigante, uma das muitas tradições inventadas pelo povo de Caruaru, cidade a 123 quilômetros do Recife, para esquentar ainda mais o São João festejado no município do agreste pernambucano.
A idéia surgiu em junho de 1990, quando José Moreira pediu ao professor e vizinho Anselmo Barbosa que pensasse num jeito de animar o São João da rua Mestre Tota, no centro de Caruaru, onde ambos moravam. "Como só existia festa nos grandes focos de animação, nos bairros não tinha nada, estava meio morno. Quando dei a idéia da pamonha gigante a José, ele gostou e começamos com uma de 50 quilos. A deste ano deve chegar perto dos 250", conta Barbosa.
A festa aconteceu durante 16 anos na rua Mestre Tota, mas mudou de endereço em 2007, porque Margarida Moreira, viúva de José Moreira, agora mora na Cohab 3, na periferia de Caruaru.
 
Modo de fazer
A preparação da pamonha começa às 5h da sexta-feira, um dia antes da festa. Toda a família Moreira e a vizinhança ajuda a descascar e ralar o milho, que depois é misturado aos outros ingredientes e colocado num saco especial para cozinhar num tambor de mil litros. O cozimento dura a noite toda e, no dia seguinte, é hora de deixar a pamonha esfriar para endurecer.
À tarde, enquanto uma parte da turma enfeita a rua com bandeirinhas coloridas e prepara o espaço para o forró, o resto do grupo decora a pamonha. Ao todo, 80 pessoas se envolvem na organização da festa. Por volta das 20h30, a pamonha é cortada e começa a ser servida entre os presentes.
O aposentado Antônio Galindo, 64 anos, mora na rua A-11 há quatro meses e não se lembra de um São João tão animado quanto o que está vendo este ano. "Eu morava em Pesqueira [cidade a 83 Km de Caruaru] e lá o São João era muito fraco, aqui está uma beleza. Pena que eu estou velho para dançar forró", lamenta sorrindo.
 
 
Na rua, o povo disputa um pedaço da pamonha gigante (Foto: Pe360 Graus) Festa na rua
Nas portas das casas, os vizinhos vendem pratos típicos, como pé-de-moleque, milho cozido e tapioca, além de bebidas como chocolate quente e quentão. As famílias estão nas calçadas e as crianças, algumas com roupas de quadrilha, se divertem comendo algodão doce e jogando traques de massa, que é como os estalinhos são conhecidos em Pernambuco.
"A pamonha nos ajudou a resgatar a festa de rua que havíamos perdido e, depois dela, nasceram todas as outras comidas gigantes", diz o professor Barbosa, referindo-se à pipoca, canjica (curau, para os paulistas), pé-de-moleque, cuscuz e tapioca gigantes, festas que também acontecem hoje em dia durante o São João em Caruaru.
Aos 75 anos, Alzira Tavares não perde por nada a Festa da Pamonha Gigante. "Venho todo ano, desde que era lá na rua Mestre Tota. Eu gosto é da folia e, daqui, ainda vou pro Pátio do Forró. Só chego em casa de madrugada", diz ela.
Moradora da Cohab, é a primeira vez que Alzira traz as netas Élida e Eduarda para a festa. "Eu estou gostando, quero vir ano que vem", diz Élida, a mais velha, enquanto Eduarda se ocupa em comer o pedaço de pamonha que conseguiu pegar.
 
 
 
 
G1
 

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