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Fátima do Sul, 16 de Dezembro de 2017
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9 de Setembro de 2004 09h40

Ferrugem asiática já preocupa agricultores do Paraná

A proximidade do plantio da safra de verão 2004/05 traz uma preocupação a mais aos agricultores paranaenses. Trata-se da ferrugem asiática, doença fúngica que causou cerca de R$ 4 bilhões em prejuízos com a perda de produtividade e aumento da aplicação de defensivos agrícolas na safra passada. O ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli esteve em Cascavel e discutiu com líderes de cooperativas e pesquisadores as ações para combater a ferrugem asiática.

O encontro foi na sede da Cooperativa de Desenvolvimento Tecnológico e Científico (Coodetec), que já pesquisa a ferrugem asiática há quatro anos. Paulinelli, que foi ministro durante o governo Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), disse que há a necessidade de um grande esforço nacional para combater a doença. O ex-ministro afirmou que a iniciativa privada está preocupada com o avanço da ferrugem asiática e quer participar das ações a fim de descobrir uma cultivar de soja resistente ou tolerante à ferrugem asiática.

O ex-ministro vem participando de vários encontros pelo Brasil discutindo a questão com os institutos de pesquisas, empresas e cooperativas. Paulinelli é o representante da iniciativa privada do Fundo Tecnológico do Agronegócios, organismo criado pelo governo federal para estimular a pesquisa agropecuária no Brasil.

De acordo com os pesquisadores, a disseminação do fungo ocorre através do vento e pode ser devastadora em caso de não haver tratamento preventivo. Carraro disse que a descoberta de uma cultivar de soja resistente pode durar mais alguns anos. Até lá, os pesquisadores recomendam que o agricultor faça vistorias freqüentes, se possível diária, nas lavouras a procura do problema. “Somente dessa forma poderemos ter um controle eficiente da doença”, argumenta o pesquisador João Tadashi Yorimori, pesquisador Phd da Embrapa-Soja, de Londrina.

Ele lembra que as lavouras devem ser monitoras desde a emergência até a colheita, uma vez que a doença pode se instalar durante todo o ciclo da soja. Tadaschi explica que é fundamental que a identificação dos sintomas seja feita no início, “pois nesta fase a aplicação de fungicidas terá eficiência máxima”. De acordo com ele, a ferrugem asiática já se disseminou para a maioria dos estados que cultivam soja. No Paraná, o fungo foi detectado, pela primeira vez, na safra passada. Os prejuízos causados com a doença na safra 2002/03 foi de aproximadamente R$ 4 bilhões com a perda da produtividade e aumento da aplicação de fungicidas.
 
Gazeta do Povo
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