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Fecularia esta interessada em investir na fronteira

24 Ago 2004 - 08h16
Um dos maiores grupos de fecularias do Brasil está interessado em investir na fronteira. Depois de ser contatado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura de Ponta Porã, os empresários informaram que acreditam muito no Mato Grosso do Sul, e que uma das características que mais animam a fazer investimentos no município é a questão do mesmo estar localizado numa região estratégica, na fronteira com o Paraguai. Depois de implantada, a indústria deve gerar mais de três mil empregos diretos e indiretos.
A técnica agrícola, Lélia Inês Zampieri, disse que desde o ano passado a Secretaria vem desenvolvendo trabalho no sentido de atrair para Ponta Porã investimentos no setor de industrialização de fécula. “Primeiro fomos buscar os empresários interessados em investir aqui. A administração municipal apresentou dados econômicos do município e disse estar disposta a oferecer todos os incentivos possíveis para que os investimentos sejam feitos, garantindo dessa forma mais renda para os pequenos produtores e matéria-prima para a nova indústria”.
O grupo empresarial que está disposto a investir em Ponta Porã é o que comanda a Fecularia Salto Pilão Ltda, que conta com várias indústrias no Brasil, atendendo municípios como Guaira e Colorado, no Paraná; Tacuru, Naviraí, Itaquiraí, em Mato Grosso do Sul; Tupã, em São Paulo, e Curuguaty e Katuete, no Paraguai. Uma nova indústria está sendo implantada na cidade de Paranaíba.
O diretor-presidente da Salto Pilão, Nilton Sérgio Jacobsen, em contato com a Prefeitura informou que uma das características que mais lhe atrai para Ponta Porã, além do bom relacionamento com governo de Zeca do PT, é o fato da cidade estar localizada na fronteira com o Paraguai. “Nossas fábricas instaladas neste país batem recordes ano após ano”.
O empresário informou que uma fábrica padrão da Salto Pilão emprega pelo menos 20 pessoas diretamente, 60 transportadores e mais de 3.000 pessoas que trabalham no cultivo e tratos culturais das lavouras. “Acreditamos que se parte do Assentamento Itamarati passar a produzir mandioca ao invés de soja, teremos muita matéria-prima para nossa indústria”.
Lélia disse que a administração municipal está neste momento elaborando um programa para que os assentamentos Itamarati, que possuí 1.143 famílias; Corona, que têm 58 famílias; Nova Era, com 97 famílias; Boa Vista, com 70 famílias e Dorcelina Folador, com 270 famílias, que juntos somam 35.600 hectares de área para cultivo, possam transformar parte do que é utilizado atualmente com soja, em plantios alternativos, principalmente com a cultura da mandioca que passaria a ser mais um incremento na renda dessas famílias.
“Nós queremos primeiro garantir a matéria-prima para a indústria e a segurança para o pequeno e o micro-produtor, que terá a certeza que venderá bem o seu produto”, afirma. Segundo ela, em Paranhos, por exemplo, uma fecularia foi implantada e como não havia um programa do município, faltou produção para abastecer a indústria que acabou fechando.
 
 
Diário MS

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