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Família Denadai realizam o 1º Encontro

20 Ago 2004 - 08h47
Neste final de semana, sábado e domingo, Glória de Dourados será palco do 1º Encontro da Família Denadai, que acontecerá na sede do Defap (Departamento de Fomento Agropecuário de Glória de Dourados). Segundo Osvaldo Denadai, descendente e um dos organizadores, o evento estará reunindo parentes que residem nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Pará e São Paulo. “Aqui do Estado, já estão confirmados os parentes das cidades de Glória de Dourados, Dourados, Campo grande e Naviraí”, comenta Osvaldo.
O encontro terá início às 8h, de sábado, 21, com a recepção aos participantes e o reencontro de familiares. Na seqüência, a história da família Denadai, italiana de origem. Para o meio-dia, está marcado um almoço de confraternização, também nas dependências do Defap. No período da tarde, a continuidade as reuniões e, conforme explica Osvaldo, “quando todos nós estaremos colocando as estórias em dia”. À noite, a partir das 19h, será servido um jantar típico aos presentes.
No domingo, às 8h, será oferecido um café da manhã. Às 10h, o frei Rogério, da Ordem Franciscana de Dracena (SP), estará ministrando uma missa no auditório do Defap. Ao meio-dia, o almoço de despedida, seguido do encerramento do evento.
1º ENCONTRO
O 1º Encontro da Família Denadai nasceu da idéia de reunir os parentes, atualmente, distribuídos em vários estados brasileiros. A iniciativa foi dos “herdeiros” Osvaldo Denadai, Valdir Trevisan, Erondina Denadai e Terezinha Januário da Silva.
Osvaldo conta que, durante um “bate-papo” informal entre os quatro, surgiu o interesse de promover uma reunião familiar, quando todos os descendentes pudessem estar presentes. “Somos uma família muito grande e, a maioria, está distante geograficamente”, comenta o mais velho dos irmãos de Glória de Dourados”, justificando que, “ a saudade e a vontade de rever parentes nos motivou a organizar este encontro”.
Em razão do casamento das mulheres Denadai, as quais herdaram sobrenomes dos maridos, no encontro também estarão as famílias Trevisan, Marchioni, da Silva e Ferrari.

Pioneiro Nono João, “bona gente”
A família Denadai, de Glória de Dourados, tem um patriarca estimado pelos filhos, netos, amigos e a comunidade em geral: João Denadai, 78 anos. Natural de Urupês (SP), “nono” João (avô em italiano) é filho de Valentin Denadai e Santa Covre, imigrantes que chegaram da Itália, por volta de 1887. O pai veio de Trevizzo, com sete anos, e a mãe de Pádua, com apenas um ano de idade.
Na época, iludidos pelas promessas de “datas” (doações de terras pelo governo, através de um tratado assinado com a Itália), chegaram ao porto de Santos (SP). A família Denadai foi trabalhar de peão em uma lavoura de café, no município de Limeira (SP). O casal teve 11 filhos - (apenas João e três irmãs permanecem vivos).
Seo João casou, a primeira vez, com Ermelinda Donega Denadai (falecida em 1963) com quem teve sete filhos: Osvaldo, Benilde, Paulino, Erondina, Mauro, Carlos e Maria Santina (falecida). Atualmente, tem 13 netos e três bisnetos.
Sempre trabalhando como produtor rural, em 1964, seo João foi eleito vereador na cidade de Dracena (SP), permanecendo por três mandatos consecutivos. “Naquela época, a gente fazia política por amor e por interesse de contribuir com o município e a população em si, completamente o inverso de hoje”, lembra “nono”. Em 1967, casou pela segunda vez, desta vez com Antonia Genil Fomagalli, na época viúva e mãe de dois filhos (Sônia e Sebastião Geraldo, o Tião do Mercado).
Em 1973, João Denadai adquiriu 130 alqueires em Glória de Dourados e 50 em Jateí, mandando para cá, primeiramente, o filho Osvaldo (mais velho). O pai veio mais tarde, em 1982. Aqui, a família derrubou mato, formou fazenda, plantou e criou gado. Seo João foi pioneiro na construção de silo (silagem de milho) e construção de curva de nível (terraço contra erosão). Trouxe os primeiros exemplares de gado de leite e responsável pelo fornecimento de “tourinhos” da raça holandesa aos produtores da região. Ele recorda que a primeira ordenhadeira mecânica do município foi adquirida por ele, despertando o interesse nos demais produtores de leite.
Firme em suas decisões e por ora temperamental (característica do povo italiano), “nono” João concede entrevista ao Diário MS “fechando” um cigarro de fumo em corda e sempre de olho no trabalho de um triturador de cana (máquina elétrica). Na parada para um café, junto ao fogão à lenha (caipira), “nono” se diz um homem realizado, feliz com a família e, embora comente sobre a idade, com uma memória invejável. “Moço, nunca sentei num banco escolar, mas leio e escrevo por força de vontade”, argumenta, justificando que, “aprendi que não se deve comer pelas mãos dos outros”. Finalizando, ele afirma que pessimismo é uma palavra que não conhece, “pois não devemos maldizer da escuridão, mas sim acender uma vela”. Cláudio Xavier.
 
Diário MS

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