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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Famasul assume coordenação da Câmara Setorial do Leite

9 Out 2004 - 08h39
 

“O cerrado vai ter um grande estouro na produção de leite. Nós não temos dúvida nenhuma que Mato Grosso do Sul vai crescer na produção leiteira como aconteceu com Goiás, por exemplo, desde que haja vontade política e vontade das instituições para isso” a previsão otimista é da economista Adriana Braga, consultora técnica da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e da Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural), que acaba de assumir a Coordenação a Câmara Setorial do Leite em Mato Grosso do Sul.

Adriana explica que pretende dar seqüência ao trabalho que já vinha sendo desenvolvido “com muita eficiência” pelo último coordenador, Edgar Pereira. “Dando seqüência a este trabalho, espero que consigamos implantar os dois grandes projetos, as duas bandeiras que carregamos que é o Conseleite e o Leite Legal.”

Para Adriana, o crescimento do leite em Mato Grosso do Sul vai acontecer de qualquer forma, e se houver interesse da classe política e de todas as entidades envolvidas na cadeia produtiva, como as federações e a indústria, esse crescimento será fortalecido e acontecerá de forma estruturada. Nesse sentido um dos maiores objetivos do trabalho da Câmara Setorial, segundo Adriana, é uma maior profissionalização da pecuária de leite em MS. “Isto é possível. Nós temos competitividade e logística, fazemos divisa com um grande centro consumidor que é São Paulo, e temos também condições de produzir um leite barato, sendo que nossa produção é basicamente à pasto”, observa.

À frente da Câmara Setorial desde o dia 5 deste mês, Adriana destaca que, entre os principais desafios estão a busca de um relacionamento melhor entre indústria e produtor, produção de um leite com qualidade em todo o Estado e principalmente, a busca da competitividade para o pequeno produtor. “Esse vai ser meu maior desafio, o pequeno produtor precisa se organizar através de associações e cooperativas, para que ele possa se tornar realmente competitivo e tenha condições de ter uma remuneração melhor com seu produto”, defende Adriana.

 

 

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