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Falta camisinha para prevenção da aids em Minas Gerais

3 Nov 2004 - 08h45
Estão faltando camisinhas para prevenção da aids, de outras doenças sexualmente transmissíveis, e de gravidez indesejada em Montes Claros, no Norte de Minas, comprometendo os programas do Grupo de Apoio à Prevenção e aos Portadores de Aids (Grappa).

De acordo com a presidente da entidade, Maria Eunice Veloso Prates, há duas mil pessoas cadastradas para receber os preservativos, mas como tem chegado poucas unidades, cada um está recebendo, no máximo, quatro por mês, quando o ideal seriam 12.

"A situação é grave, pois a demanda é de 10 mil preservativos por mês, mas agora tenho apenas 2.380 camisinhas. É lamentável observar que o poder público prefere trabalhar com o tratamento da doença, em vez de prevenir. Isto encarece o problema", reclama Maria Eunice. Quem procura o Grappa, recebe uma carteira de identificação que dá direito a receber os preservativos.

Outras ações do Grappa também têm esbarrado na falta de verbas. Como o atendimento das 320 pessoas carentes portadoras da Aids. De acordo com Maria Eunice, o 'Almoço Solidário', fornecido aos que vão se tratar no ambulatório da Famed, serve de 20 a 40 pessoas diariamente. Maria Eunice ressalta que desses 320 carentes, 160 são de Montes Claros e outros 160 do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e até do Sul da Bahia.

"Temos, até agora, uma doadora de feira mensal. Outra alternativa que sempre tivemos foi o Juizado Especial, que ficou algum tempo sem nos fornecer alimentos. Na semana passada, conversamos com o juiz Luiz Caldeira e o promotor Ernane Freire, que repassaram R$ 520 em alimentos e nos desafogou. Agora, lançamos a campanha 'Abrace esta causa', onde a pessoa compra uma camiseta por R$ 20 no Grappa. Se não fosse a ajuda da sociedade, já teríamos paralisado o trabalho."

A Secretaria Municipal de Saúde repassa R$ 500 por mês à entidade, mas só com o aluguel do imóvel o Grappa gasta R$ 550. O secretário Waldeir Barreto reconhece que o valor do repasse é pequeno, mas lembra que não houve como aumentá-lo, já que estava previsto no orçamento (R$ 6 mil por ano). Ele prometeu destinar mais recursos para o Grappa em 2005.

Sobre a falta de preservativos, o secretário afirma há a demanda dos programas desenvolvidos nos postos de saúde, não sobrando camisinhas para o Grappa. "O Ministério da Saúde ficou de encaminhar mais camisinhas. Vamos tentar destinar algumas ao Grappa, que tem feito excelente trabalho de prevenção."

O Grappa também oferece pernoite para até três pessoas e presta orientação psicológica, tanto hospitalar quanto domiciliar, para parentes dos portadores da doença, visando acabar com o preconceito. Dois advogados voluntários dão assessoria jurídica, seja defendendo ou impetrando ações para garantir concessão de benefícios sociais.

 

Terra Redação

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