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Fabricantes reagem à compra da Cintra pela Ambev

3 Abr 2007 - 08h29
A aquisição da cervejaria Cintra pela Cia de Bebidas das Américas (AmBev), anunciada na semana passada, levantou reclamações dos fabricantes nacionais de refrigerantes. Nesta semana, a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) apresentará documento ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça contra a operação, fazendo uma analogia entre o atual perfil do segmento de cervejas e sua história e o mercado de refrigerantes. O presidente da Afebras, Fernando Rodrigues Bairros, espera um parecer contrário do Cade à operação."Se olharmos para a história das bebidas, em 1999 ocorreu um dos maiores erros do Cade, que foi a autorização da fusão entre Antarctica e Brahma, dando origem à AmBev. Esperamos que o erro não se repita e prejudique o segmento de refrigerantes, por isso levaremos uma reclamação ao Cade. O objetivo é que o poder público tenha bom senso ao avaliar a compra, sob pena de prejudicar a sociedade brasileira", afirma Bairros.Segundo ele, em 1999 havia oito grandes competidores no mercado de refrigerantes. Hoje, dois grandes concorrentes dominam o segmento, com 75% de market share e 89% do faturamento. "Mais de 50 mil empregos foram perdidos em seis anos", observa ele, ressaltando também que as pequenas indústrias, que representam 11% do faturamento do segmento de refrigerantes, são responsáveis por aproximadamente 33% da mão de obra empregada no setor.Apesar de Bairros ainda ter esperança em relação a um parecer contrário do Cade à aquisição, o consultor em fusões e aquisições Kan Wakabayashi, da Cypress Associates, acredita que a única possibilidade de o órgão regulador barrar a operação seria no caso de a Petrópolis, indústria proprietária das marcas Itaipava e Crystal e que estava no páreo pela compra da Cintra, apresentar uma reclamação ao Cade comprovando que estava muito próxima do fim nas negociações com a Cintra.A Petrópolis chegou a ir à Justiça depois que a direção da Cintra voltou atrás em um acordo de venda praticamente fechado por ambas. Depois desse episódio, a AmBev entrou para valer na disputa e anunciou o negócio na terça-feira da semana passada. Grupo Schincariol e Sagres também eram candidatos à aquisição da cervejaria. "Pelo ponto de vista do processo, pode ser que um ingrediente a mais na análise do Cade para dar o veredicto prejudique a aprovação", afirma o consultor.Lutar contra a concentração, no entanto, pode ser uma luta em vão. Wakabayashi explica que a aglutinação do setor de bebidas é uma tendência mundial. Ele lembra que a escala é fundamental para esse tipo de indústria, devido à necessidade de uma distribuição eficiente e seus elevados custos. "Paralelamente, as grandes cervejarias estão olhando para as marcas premium", diz o consultor. Para ele, este foi um fator relevante que motivou a aquisição da cervejaria artesanal Baden Baden pela Schincariol, anunciada no início do ano. Enquanto as cervejas pequenas proporcionam margens baixas aos fabricantes, as cervejas premium possibilitam maiores ganhos de margem às indústrias, pelo elevado valor que elas conseguem levar o produto às prateleiras.A Ambev pagou US$ 150 milhões por duas fábricas da Cintra, localizadas em Piraí (RJ) e Mogi Mirim (SP), com capacidade de produção de 7 milhões de hectolitros por ano, sendo 4,2 milhões de cerveja e 2,8 milhões de refrigerante. Elas vão se somar às 30 unidades que a AmBev tem no Brasil. O valor da transação não inclui as marcas e os ativos de distribuição, avaliados em aproximadamente US$ 10 milhões.
 
 
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