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15 de julho de 2010 09h16

Exportação de milho do Brasil ressurgirá no 2º semestre

Reuters

As exportações de milho do Brasil, que acumularam queda de 40 por cento no primeiro semestre ante o mesmo período de 2009, devem crescer com força na segunda metade do ano, permitindo que o país feche 2010 com embarques de ao menos 7 milhões de toneladas, segundo especialistas e fontes do mercado.

O Brasil, com exportações de 7,7 milhões de toneladas de milho em 2009, tem figurado nos últimos anos entre os três maiores exportadores globais, atrás dos EUA e Argentina.

Com seguidas safras superiores à demanda interna, que hoje absorve 85 por cento da produção do cereal, o país tem conseguido gerar importantes excedentes exportáveis.

E em tempos de câmbio desfavorável para vendas externas, apenas programas do governo que subsidiam o frete do interior do país até os portos são capazes de impulsionar os embarques em 2010, assim como ocorreu em 2009, disseram as fontes.

"Já estamos tendo navios para milho... Para julho deve sair entre 300 e 500 mil toneladas. Em agosto com certeza vamos ter muito mais volume, os line-ups já mostram", declarou um trader de uma multinacional que prefere ficar no anonimato.

Essas exportações ocorrerão, acrescentou a fonte, basicamente com o auxílio do PEP (Prêmio para o Escoamento do Produto), disputado por compradores do grão nos últimos leilões promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Segundo a Conab, os leilões já realizados garantiram um prêmio médio de 81 reais por tonelada aos compradores do grão que se comprometeram a pagar um preço estipulado pelo governo aos agricultores de várias regiões do país, garantindo assim aos produtores uma remuneração que cobre seus custos.

O total de contratos arrematados nas operações da Conab, até o momento, é para escoamento de 3,6 milhões de toneladas.

"Dos 3,6 milhões, acho que ao menos 1,5 milhão de toneladas já está fechado (negociado para exportação)", acrescentou a fonte, lembrando que novos negócios estão sendo acordados e que o volume de transações deve crescer também com os novos leilões programados pela Conab.

Na quinta-feira, a companhia ofertará apoio para o escoamento de outro lote de 1 milhão de toneladas. O mercado ainda aguarda outros cinco leilões de PEP de milho este ano, também para 1 milhão de toneladas cada, além do de quinta.

"Muitas companhias grandes estão fazendo negócios in house, para os nossos próprios destinos, onde temos escritórios", acrescentou o funcionário da multinacional, lembrando que o Japão e a Coreia do Sul devem ser os principais destinos.

Para o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais , Sérgio Mendes, os leilões de PEP permitirão que o Brasil feche o ano com exportações de no mínimo 7 milhões de toneladas, embora tenha exportado entre janeiro a junho de 2010 apenas 2 milhões de toneladas, contra 3,4 milhões de toneladas no mesmo período de 2009.

"O pessoal está esperando 7 milhões, mas os mais otimistas acham que pode chegar a 10. Eu acho que não dá mais tempo", disse ele, lembrando que o processo exige que os compradores entreguem uma série de documentos à Conab, o que pode dificultar que a meta mais alta possa ser atingida.

Considerando a previsão mais modesta de Mendes, o país teria que vender quase 1 milhão de toneladas/mês em média até o fim do ano para atingir 7 milhões de toneladas.

A maior parte do milho que recebe o apoio do PEP vem de Mato Grosso, grande produtor que está mais distante dos portos exportadores e com os maiores problemas de logística.

Por conta disso, o prêmio para Mato Grosso costuma ser o mais alto o maior arrematado nos últimos leilões foi de 113 reais por tonelada, segundo a Conab.

Esse valor de subsídio ao frete supera em algumas regiões do Estado o próprio preço do milho, depreciado entre outras coisas pelas condições ruins da logística mato-grossense.

Mas, segundo Mendes, considerando que o preço do milho no porto é de cerca de 170 dólares por tonelada (FOB), os exportadores "praticamente estão trocando figurinhas", já que o valor recebido do prêmio é gasto com o transporte e com os custos portuários.

"Mas o exportador quer dar vazão a tudo isso aí porque ele tem cliente no exterior", para não perdê-lo, afirmou Mendes, comentando ainda a importância de o Brasil escoar o elevado excedente da produção os estoques finais em 2009/10 estão estimados pela Conab em 11 milhões de toneladas.
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