Menu
LIMIT ACADEMIA
terça, 22 de janeiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
CANTINA BAH
Brasil

Exame de fevereiro impedia Serginho de jogar

28 Out 2004 - 15h19

O jogador Serginho, do São Caetano, que morreu na noite de quarta-feira durante o jogo contra o São Paulo, tinha um problema cardíaco grave que o impediria de jogar futebol.

Uma cintilografia (mapeamento utilizado na investigação de problemas coronarianos e do músculo cardíaco) feita no Incor (Instituto do Coração), em fevereiro deste ano, revelou que o atleta tinha o coração dilatado. A informação foi revelada nesta quinta-feira pela rádio Jovem Pan.

O médico Ricardo Munir Nahas, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME), explicou a miocardiopatia hipertrófica.

"Ela aumenta o tamanho do músculo cardíaco e causa interferência nas válvulas cardíacas. A dinâmica do coração fica ruim e o esforço pode desencadear a fibrilação. Uma pessoa como essa doença não deve praticar esporte", afirmou.

O cardiologista Nabil Ghorayeb também endossa a opinião de Munir: "É uma doença congênita que se revela com o tempo. Mas ela impossibilita a prática de esforço físico. Há uma tendência internacional de impedir o portador da doença de praticar esportes, a nível amador ou profissional".

A revelação do problema cardíaco já havia sido levantada ontem pelo goleiro Silvio Luiz e pelo lateral Anderson Lima, mas desmentido pelo presidente do São Caetano, Nairo Ferreira.

"Exames são feitos sempre. O Serginho estava apto para jogar. Não tinha problema algum de coração. O Silvio Luiz é goleiro, não médico", disse Nairo.

Segundo informações do técnico Mário Sérgio, ainda não confirmadas oficialmente, o zagueiro teria assinado um documento em que se responsabilizaria por continuar em atividade, apesar de ter sido alertado de que corria risco de morte.

Presidente desmente

O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira, desmentiu a existência de um termo de responsabilidade que o zagueiro Serginho teria assinado quando soube que possuía problemas cardíacos.

"Jamais iríamos chegar a esse ponto de assinar um termo para ele jogar futebol. Qualquer pessoa que disser isso está mentindo. O momento é muito triste, mas garanto que não existe documento algum. Ele era um atleta apto a jogar futebol", afirmou o presidente do São Caetano, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O ex-técnico do time do ABC, Mário Sérgio, fez a denúncia do tal termo assinado pelo atleta.

Nairo Ferreira, além de desmentir tudo, contou que vai cumprir os dois anos de contrato que o zagueiro ainda tinha com o São Caetano, em respeito à família do jogador.

"O São Caetano vai cumprir o contrato de dois anos porque ele representa muito para a história do clube", concluiu.

 

Terra Redação

Deixe seu Comentário

Leia Também

RENOVAÇÃO LICENÇA
Extinção de mais 130 rádios comunitárias no Brasil deve alcançar emissora de Ponta Porã
CENAS FORTES
Vídeo flagra mulher sendo agredida por ex-marido com socos e chutes
GUERRA NO RJ II
Parentes de mortos durante chacina em São Gonçalo e Itaboraí dizem que vítimas eram inocentes
GUERRA NO RJ
Chacina deixa pelo menos 7 mortos na Região Metropolitana do Rio
BBB 19
Famosos protestam contra Maycon por agredir animais e mãe o defende: 'Não é um monstro'
MORTE A ESCLARECER
Exército investiga morte de sargento após teste de aptidão física
CASO DE POLÍCIA
Rapaz morre em pátio de motel
MINISTRA DO MS NO GOVERNO BOLSONARO
Ministra Tereza Cristina garante fortalecer cadeia do leite e agricultura familiar
PROBLEMAS MENTAIS
Casal é brutalmente agredido a enxadadas pelo filho
BARRADO
Filho do cantor Marciano diz ter sido impedido de ir no velório do pai