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Brasil

Exame de fevereiro impedia Serginho de jogar

28 Out 2004 - 15h19

O jogador Serginho, do São Caetano, que morreu na noite de quarta-feira durante o jogo contra o São Paulo, tinha um problema cardíaco grave que o impediria de jogar futebol.

Uma cintilografia (mapeamento utilizado na investigação de problemas coronarianos e do músculo cardíaco) feita no Incor (Instituto do Coração), em fevereiro deste ano, revelou que o atleta tinha o coração dilatado. A informação foi revelada nesta quinta-feira pela rádio Jovem Pan.

O médico Ricardo Munir Nahas, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME), explicou a miocardiopatia hipertrófica.

"Ela aumenta o tamanho do músculo cardíaco e causa interferência nas válvulas cardíacas. A dinâmica do coração fica ruim e o esforço pode desencadear a fibrilação. Uma pessoa como essa doença não deve praticar esporte", afirmou.

O cardiologista Nabil Ghorayeb também endossa a opinião de Munir: "É uma doença congênita que se revela com o tempo. Mas ela impossibilita a prática de esforço físico. Há uma tendência internacional de impedir o portador da doença de praticar esportes, a nível amador ou profissional".

A revelação do problema cardíaco já havia sido levantada ontem pelo goleiro Silvio Luiz e pelo lateral Anderson Lima, mas desmentido pelo presidente do São Caetano, Nairo Ferreira.

"Exames são feitos sempre. O Serginho estava apto para jogar. Não tinha problema algum de coração. O Silvio Luiz é goleiro, não médico", disse Nairo.

Segundo informações do técnico Mário Sérgio, ainda não confirmadas oficialmente, o zagueiro teria assinado um documento em que se responsabilizaria por continuar em atividade, apesar de ter sido alertado de que corria risco de morte.

Presidente desmente

O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira, desmentiu a existência de um termo de responsabilidade que o zagueiro Serginho teria assinado quando soube que possuía problemas cardíacos.

"Jamais iríamos chegar a esse ponto de assinar um termo para ele jogar futebol. Qualquer pessoa que disser isso está mentindo. O momento é muito triste, mas garanto que não existe documento algum. Ele era um atleta apto a jogar futebol", afirmou o presidente do São Caetano, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O ex-técnico do time do ABC, Mário Sérgio, fez a denúncia do tal termo assinado pelo atleta.

Nairo Ferreira, além de desmentir tudo, contou que vai cumprir os dois anos de contrato que o zagueiro ainda tinha com o São Caetano, em respeito à família do jogador.

"O São Caetano vai cumprir o contrato de dois anos porque ele representa muito para a história do clube", concluiu.

 

Terra Redação

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