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Brasil

Ex-prefeito de Coronel Sapucaia é condenado a 17 anos de prisão

11 Ago 2007 - 07h24
 

Após mais de 12 horas de julgamento, o ex-prefeito de Coronel Sapucaia, Eurico Mariano, foi condenado a 17 anos e 9 meses de prisão com início da pena em regime fechado pela acusação de ser o mandante do assassinado do radialista Samuel Roman, executado a tiros em abril de 2004, em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.

 

A sessão, que aconteceu com plenário lotado, no prédio do Tribunal do Júri, anexo ao Fórum da Comarca em Amambaí, e foi presidida pelo juiz de direito Dr. César de Souza Lima, terminou há pouco e os jurados acataram na íntegra a tese defendida pela acusação, ou seja, a acusação do MPE (Ministério Público Estadual).

No quesito onde se perguntava se ao mandar matar o radialista, Eurico Mariano teria contribuído para a morte da vítima, 5 dos jurados entenderam que sim e 2 votaram pelo não. Em outro quesito, este qualificador, onde perguntava se os assassinos teriam cometido o crime mediante pagamento, novamente 5 dos jurados decidiram pelo sim e 2 pelo não e em outra prerrogativa qualificadora onde se perguntava se a ação dos assassinos, segundo a denúncia, agindo em grupo e em ação planejada, teria dificultado a defesa da vítima os jurados responderam que sim por 6 a 1.

Em liberdade

 

Ao tomar conhecimento da sentença, a defesa do ex-prefeito apelou da decisão com pedido da anulação do julgamento, que será avaliado pelo TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e por ter residência fixa e ter comparecido a todos os tramites do processo, Eurico Mariano ganhou o beneficio de aguardar a decisão do recurso em liberdade.

 

Segundo um dos advogados de defesa do ex-prefeito, Ricardo Trad, o recurso se baseia na anexação aos autos do processo, segundo ele, fora de prazo, de uma transcrição de uma gravação realizada pela polícia durante o inquérito policial que não havia sido anexada no inquérito quando relatado. Ricardo Trad protestou, também, contra um quesito colocado, segundo ele, de forma complexa aos jurados para a resposta na sala fechada, que poderia, segundo a defesa, ter confundido os jurados.

 

Para o MPE, autor da denúncia contra o ex-prefeito Eurico Mariano, o resultado foi satisfatório. Segundo o promotor de Justiça que atuou no Tribunal do Júri, Ricardo Rotunno, titular da 2ª Promotoria da Comarca de Amambai, os jurados acataram na íntegra a tese defendida pelo MPE e a Justiça foi feita. O promotor não se manifestou em relação à decisão do ex-prefeito aguardar o recurso em liberdade.
 
 
 
Mídia Max

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