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Brasil

Ex-prefeito de Coronel Sapucaia deverá ir a júri amanhã

11 Abr 2007 - 07h30
Deverá ir a júri popular nessa quinta-feira, 12, em Amambai, o produtor rural e ex-prefeito de Coronel Sapucaia Eurico Mariano de 54 anos, residente em Coronel Sapucaia.

Eurico, que administrou o município fronteiriço de 2000 a 2004, após ser eleito pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), será julgado sob acusação de ter encomendado a morte do radialista Samuel Roman, na época com 42 anos, crime ocorrido no final da tarde do dia 30 de abril de 2004 em Coronel Sapucaia.

O radialista foi assassinado com vários tiros quando chegava em casa, na Avenida Flavio Derzi, região central da cidade, próxima a divisa com Capitan Bado no Paraguai e os autores dos disparos fugiram do local em direção ao território paraguaio na garupa de duas motocicletas.

As Investigações- As investigações do crime foram desencadeadas por policiais GARRAS (Grupo Armado de Repressão a Assaltos e Seqüestros) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com sede em Campo Grande, várias pessoas acabaram indiciadas em inquérito pelo assassinato do radialista e pelo menos dez delas, muitas agora já mortas, também vítima de assassinatos, segundo as informações, foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual, entre elas um genro de Eurico Mariano, Alfredo Rui Dias Arevalos de 30 anos, que teria atuado na contratação dos executores do radialista e o peão Cleiton de Andrade Segóvia de 26 anos que teria dado cobertura aos criminosos fazendo o emprego de uma caminhonete Nissan de cor vermelha. Ambos estão com a prisão preventiva decretada, mas estão foragidos, supostamente no Paraguai, segundo a polícia.

Autores do Crime- Durante as investigações o GARRAS teria chegado a conclusão que dois irmãos, Tony Rojas Gimenez e Emílio Rojas Gimenez seriam os autores dos disparos que mataram o radialista.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Tony e Emílio, um de posse de uma pistola calibre 380 e outro com uma pistola 9mm, teriam aguardado a chegada de Samuel Roman em casa, por volta das 18h30 do dia 30 de abril, e atacado a vítima quando o radialista se dirigia para um portão lateral.

Mesmo ferido pelos primeiros disparos, Samuel Roman teria tentado escapar dos executores correndo em direção a linha internacional, mas foi seguido e acabou recebendo novos disparos.

Após efetuarem os disparos os irmãos Rojas teriam corrido em direção as duas motocicletas, uma Honda NX de cor vermelha e uma Honda Strada de cor verde que aguardavam do lado paraguaio da fronteira e fugido Paraguai a dentro na garupa dos veículos que teriam sido pilotados por outros dois indivíduos também identificados e denunciados à Justiça.

Motivações- Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual no processo duas seriam as principais motivações que teria levado o ex-prefeito a encomendar a morte de Samuel Roman.

A primeira seria as freqüentes críticas que denúncias que o radialista fazia à administração de Mariano frente a Prefeitura de Coronel Sapucaia e a segunda seria denúncias do radialista em relação a o contrabando de combustível do Paraguai realizado por uma empresa proprietária de um posto de combustível da cidade a qual Eurico Mariano seria sócio. Eurico nega todas as acusações.

O Júri- O júri acontecerá em caráter extraordinário e está previsto para iniciar às 8h da manhã da quinta-feira.
A sessão será presidida pelo Juiz de Direito Dr. César de Souza Lima, titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Amambai.

Estarão atuando na acusação os dois promotores de Justiça da Comarca de Amambai Dr. Thalys Franklin de Souza, titular da 1ª Promotoria e Dr. Ricardo Rotunno, titular da 2ª Promotoria e a defesa do ex-prefeito será realizada por dois conceituados advogados criminalistas do Estado em Mato Grosso do Sul, Dr. Ricardo Trad de Campo Grande e o Dr. Flávio Fortes de Ponta Porã.
 
 
 
A Gazeta News

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