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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Ex-prefeito acusado de mandar matar radialista vai a júri

12 Abr 2007 - 07h30

O ex-prefeito de Coronel Sapucaia, produtor rural Eurico Mariano, 54 anos, vai a júri popular nesta quinta-feira em Amambai acusado de ser o mandante do assassinato do radialista Samuel Roman, ocorrido no início da noite do dia 30 de abril de 2004 em Coronel Sapucaia. O júri será em caráter extraordinário e está previsto para iniciar às 8h presidido pelo juiz César de Souza Lima, titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Amambai.

Atuarão na acusação os promotores de Justiça Thalys Franklin de Souza e Ricardo Rotunno, enquanto a defesa do ex-prefeito, que administrou o município fronteiriço de 2000 a 2004 após ser eleito pelo PMDB, será realizada pelos advogados criminalistas Ricardo Trad e Flávio Fortes. O radialista foi assassinado com vários tiros quando chegava em casa, localizada na Avenida Flavio Derzi, região central da cidade, próxima à cidade de Capitan Bado, no Paraguai.

Os autores dos disparos fugiram em direção ao território paraguaio na garupa de duas motocicletas não identificadas. As investigações do crime foram desencadeadas por policiais civis do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Seqüestros). Várias pessoas acabaram indiciadas em inquérito pelo assassinato do radialista e pelo menos dez delas, muitas agora já mortas vítimas de assassinatos, foram denunciadas pelo MPE (Ministério Público Estadual).

Entre elas está Alfredo Rui Dias Arevalos, 30 anos, um dos genros de Eurico Mariano e que teria atuado na contratação dos executores do radialista, e o peão Cleiton de Andrade Segóvia, de 26 anos, que teria dado cobertura aos criminosos fazendo o emprego de uma caminhonete Nissan de cor vermelha. Ambos estão com a prisão preventiva decretada, mas se encontram foragidos, supostamente no Paraguai, segundo a Polícia.

Durante as investigações, o Garras teria chegado a conclusão que dois irmãos, Tony Rojas Gimenez e Emílio Rojas Gimenez, seriam os autores dos disparos que mataram o radialista. De acordo com a denúncia do MPE, os dois, de posse de uma pistola calibre 380 e uma pistola 9 mm, teriam aguardado a chegada de Samuel, por volta das 18h30 do dia 30 de abril, e atacado a vítima quando o radialista se dirigia para um portão lateral.

Mesmo ferido pelos primeiros disparos, Samuel Roman teria tentado escapar dos executores correndo em direção à linha internacional, mas foi seguido e acabou recebendo novos disparos. Após efetuarem os disparos, os irmãos Rojas teriam corrido em direção as duas motocicletas, uma Honda NX de cor vermelha e uma Honda Strada de cor verde, que aguardavam do lado paraguaio da fronteira e fugido para o Paraguai na garupa dos veículos que teriam sido pilotados por outros dois indivíduos também identificados e denunciados à Justiça.

Segundo a denúncia do MPE, as principais motivações que teria levado o ex-prefeito a encomendar a morte de Samuel Roman eram as freqüentes críticas que o radialista fazia à administração de Mariano e a série de denúncias que a vítima fez em relação ao contrabando de combustível do Paraguai realizado por uma empresa da qual Eurico Mariano seria sócio. Eurico nega todas as acusações.

 

 

 

A Gazeta News

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