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Ex-campeões defendem menos equipes na F-1

4 Out 2004 - 14h47

Os ex-campeões mundiais John Surtees e Niki Lauda acham que a Fórmula 1 precisa voltar às origens, pelo menos a curto prazo, para construir um futuro melhor.

Eles dizem que o esporte, abalado pela saída da Ford e marcado por dúvidas e discórdias, poderia ficar melhor se voltasse aos tempos em que as principais equipes tinham três ou mais carros cada.

Muitas pessoas na Fórmula 1 (desde a organização até torcedores comuns) consideram a Jordan e a Minardi essenciais para o show, mas os dois campeões sugeriram em entrevistas separadas que a saída destas equipes não seria o fim do mundo.

"Não vejo a situação na Fórmula 1 como muitos na mídia vêem", disse Surtees, campeão pela Ferrari em 1964, em entrevista em Londres na semana passada.

"Vejo a Fórmula 1 como algo que deveria ser a vitrine dos fabricantes mundiais para mostrar a capacidade dos seus engenheiros e de todas as pessoas associadas a eles em nível mundial", disse.

"Não acho que exista realmente espaço somente para equipes privadas", disse o ex-piloto de 70 anos de idade, que administrou e correu pela sua própria equipe, a Surtees, no início dos anos 70.

"Se voltarmos a um período, talvez polêmico, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, tínhamos a Auto Union, a Mercedes-Benz e a Alfa Romeo. Com seis carros da Auto Union e seis da Mercedes", explicou

Naquela época, os governos da Itália e da Alemanha patrocinavam o esporte, como demonstração de força nacional. "Foi uma era incrível e os fabricantes formavam o grid", disse.

A visão de Lauda

As grandes equipes continuaram depois da guerra com mais carros do que podem ter hoje.

A Ferrari colocou quatro carros no Grande Prêmio da Itália de 1960: temporada de estréia do britânico Surtees, em que foi o terceiro piloto da equipe Lotus, de Colin Chapman.

Lauda foi o terceiro piloto da BRM em 1973. O austríaco é agora comentarista de TV, depois de ter trabalhado como consultor da Ferrari e chefe da equipe Jaguar, da Ford. Ele acha que menos pode significar mais, com menos equipes oferecendo um espetáculo melhor.

"Se outras equipes pararem e Bernie (Ecclestone) puder usar o Acordo de Concorde para deixar os grandes usarem três carros...seria o primeiro passo positivo na bagunça em que estamos", disse ele antes do Grande Prêmio da China.

"Se tivermos equipes com três carros...de repente teríamos um grid mais competitivo do que agora, com Jaguar, Minardi e Jordan", disse o campeão de 1975, 1977 e 1984.

Enquanto a probabilidade de três pilotos da Ferrari subirem ao pódio pode incomodar alguns, Lauda vê aspectos positivos na possibilidade de as equipes principais terem um carro extra.

"Pelo menos dá para dar uma chance para pilotos jovens", disse. "As equipes teriam que reconsiderar seus pilotos de teste, então poderia haver alguns caras jovens completamente loucos de volta", explicou.

A questão dos três carros surgiu depois que a Ford anunciou que venderá a Jaguar e a fábrica de motores Cosworth.

Além de levantar dúvidas sobre a Jaguar, que tem apenas algumas semanas para encontrar um comprador antes do prazo final para entrar no campeonato do ano que vem, o anúncio deixou a Jordan e a Minardi (que enfrentam dificuldades e usam motores Cosworth) diante de um futuro incerto.

Se alguma das três sair, as equipes que ficarem são obrigadas, segundo o Acordo de Concorde, a colocar 20 carros na largada. O acordo envolve as equipes, o empresário da Fórmula 1 (Ecclestone) e a organização da categoria.

Ecclestone sugeriu na China que a categoria está na direção de ter sete equipes, com três carros cada uma, que também poderiam marcar pontos.

Mas o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, disse em Xangai que não acha viável a solução de três carros por equipe a longo prazo, já que envolveria mais despesas.

"Não tenho certeza de que poderão colocar três carros competitivos na largada, porque isso custaria mais, de maneira significativa. E de onde virá o dinheiro?", disse Mosley.

"O que acontece se isso levar três ou mais equipes para os limites de suas finanças?...Obviamente é muito mais barato fornecer motores para uma equipe pequena do que gerenciar três carros", falou.

Tanto Lauda quanto Surtees sugeriram que os testes seriam reduzidos, mas que em troca o dinheiro economizado permitiria às equipes darem oportunidades para pilotos de testes correrem.

"Haveria um grid muito cheio e as equipes teriam três ou quatro carros, e acho que é assim que deveria ser", disse Surtees.

"Acho que deve haver a sobrevivência dos melhores e não acho que seja totalmente uma questão de custos. Acho que a principal coisa que a Fórmula 1 precisa no momento é estabilidade", finalizou.

 

Terra

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