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8 de Novembro de 2004 17h43

EUA iniciam grande ofensiva contra reduto rebelde no Iraque

Tropas de coalizão, lideradas pelos Estados Unidos, iniciaram nesta segunda-feira, às 18h30 (13h30 de Brasília) a megaofensiva contra a cidade de Fallujah [50 km a oeste de Bagdá], principal foco de resistência no Iraque.

Esta é a primeira grande operação militar americana após a reeleição do republicano George W. Bush, na semana passada.

A ação foi autorizada pelo primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Allawi, que, mais cedo, disse a jornalistas estar determinado "a limpar Fallujah dos terroristas".

No fim desta segunda-feira [o fuso é de cinco horas a mais no Iraque], forças iraquianas tomaram a principal estação de trem no norte da cidade e uma companhia da Guarda Nacional iraquiana se deslocou para a estação.

O maior comandante americano no Iraque, general George Casey, fez uma previsão de que "os maiores confrontos" ocorrerão nas ruas da cidade nos próximos dias, à medida que as forças de coalizão, de cerca de 15 mil soldados, pressionem os rebeldes para a retomada do controle na cidade sunita.

Casey estimou em cerca de 3.000 o número de insurgentes na cidade e disse que eles devem se concentrar no centro da cidade para os confrontos contra tropas americanas e iraquianas.

Inimigo nº1

De acordo com Casey, cerca de 50% a 70% da população da cidade de aproximadamente 200 mil habitantes já haviam deixado a cidade.

No entanto, o general afirmou que "alguns insurgentes conseguiram deixar a cidade antes do início da operação e que outros entraram". Não ficou claro se entre eles estava o jordaniano Abu Musab al Zarqawi, o principal inimigo dos EUA no Iraque.

"O povo iraquiano está lutando para jogar fora o manto do terror e da intimidação para que possam eleger seu próprio governo e construir uma vida melhor para todos os iraquianos", disse ele. "A eliminação de Fallujah como um abrigo de terroristas está indo na direção desses objetivos", afirmou também ele.

Ataque maciço

Mais de 4.000 marines [fuzileiros navais] e soldados do Exército dos EUA entraram pela região nordeste de Fallujah, dando início a um ataque maciço para retomar a região, conhecida como o principal bastião rebelde anti-EUA e onde o comando americano acredita estar Al Zarqawi.

Os EUA oferecem US$ 25 milhões por informações que levem à captura ou à morte do jordaniano.

Fallujah está privada de água e eletricidade desde ontem e começa a sentir os efeitos do cerco do Exército americano. Segundo médicos de hospitais locais, a situação é difícil, com escassez de equipamentos médicos e cirúrgicos.

Sem combates

Nesta madrugada, o Exército americano e as tropas iraquianas tomaram posse, sem precisar de combates, do principal hospital de Fallujah, além de duas pontes sobre o rio Eufrates.

Mais tarde, 12 moradores de Fallujah morreram em bombardeios contra o centro da cidade. Segundo Hazra Mohammadiya, autoridade local, dez pessoas morreram quando uma aeronave americana bombardeou uma casa localizada próxima à mesquita Faruk, no centro da cidade.

Duas horas mais tarde, um bombardeio alcançou um cemitério do Mártir quando se celebrava um funeral, matando outras duas pessoas de um cortejo fúnebre.

Husein Ai Delli, que vive ao lado do cemitério, disse que correu para o local ao escutar ruídos de explosão e viu uma ambulância retirando pessoas.

O governo interino iraquiano decretou ontem estado de emergência para tentar conter a onda de violência das forças rebeldes. O estado de emergência permite ao governo decretar toques de recolher, criar postos de controle e emitir ordens de busca e prisão contra cidadãos.

O hospital geral de Fallujah fica na parte oeste da cidade. Um oficial disse que as forças americanas também assumiram o controle de duas pontes sobre o Eufrates ao sudoeste da cidade.

 
Folha Online 
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