Menu
SADER_FULL
quinta, 27 de fevereiro de 2020
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
Brasil

Estudo checa tratamento de resíduos na indústria da mandioca

15 Jul 2004 - 13h23
Uma pesquisa aprovada pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), através do edital da Cadeia Produtiva da Mandioca, vai avaliar o tratamento dado aos resíduos líquidos produzidos nas indústrias de pequeno e médio porte que beneficiam a mandioca no Estado.

Coordenado pelo professor Carlos Nobuyoshi Ide, o estudo intitulado “Tratamento de Efluentes Líquidos de Fecularia e Biossistema Integrado para a Cadeia Produtiva da Mandioca” receberá financiamento de R$ 13,7 mil da Fundação, sendo executado durante dois anos na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a pesquisadora Paula Loureiro Paulo, integrante do projeto, o objetivo principal é otimizar e incorporar o uso dos sub-produtos gerados na fabricação da fécula e da farinha da mandioca, em indústrias de pequeno e médio porte, além de investigar o tratamento pelo qual passam os efluentes antes de serem lançados no ambiente.

Paula lembra que a poluição causada pelo gerenciamento inadequado dos resíduos produzidos nas fecularias e farinheiras é bastante séria e já está presente em grande escala em Mato Grosso do Sul.
Inúmeros resíduos são produzidos no processo de extração do amido da mandioca. Porém, o mais poluente é o chamado “manipueira”, considerado bastante ácido e rico em matéria orgânica. Se for despejado em cursos d’água, ele pode provocar a morte de peixes e gado, além de afetar a qualidade da água, da fauna e flora e de provocar mau cheiro.

Conforme a pesquisadora, as farinheiras e fecularias do Estado, independente do porte, não tratam ou tratam precariamente os resíduos líquidos.

Através do estudo será feito ainda um levantamento das comunidades indígenas e dos assentamentos rurais que produzem o tubérculo em Mato Grosso do Sul. A intenção é investigar como são tratados os resíduos gerados com o beneficiamento da mandioca por essas populações. Paula Loureiro conta que em algumas comunidades a mandioca é descascada às margens de córregos e rios e as cascas são lançadas diretamente na água.

Estima-se que a execução do estudo trará benefícios, em especial, para as pequenas comunidades rurais. A meta é ensinar aos índios e assentados a melhor maneira de aproveitar todos os sub-produtos que a mandioca pode oferecer. Segundo Paula, os resíduos líquidos, por exemplo, após passar por tratamento para “purificação” poderão ser reutilizados para a produção de crustáceos e peixes, a serem consumidos pelas próprias comunidades produtoras de mandioca.
Outra alternativa é a produção de biogás através de um reator que faria o tratamento da “manipueira”.

Originária da América do Sul, a mandioca constitui um dos principais alimentos energéticos para cerca de 500 milhões de pessoas, sobretudo nos países em desenvolvimento, onde é cultivada em pequenas áreas com baixo nível tecnológico. Mais de 80 países produzem mandioca, sendo que o Brasil participa com mais de 15% da produção mundial.

Mais informações através dos telefones 351-2550 ou 9902-4830.
 
 
 
Agência Popular

Deixe seu Comentário

Leia Também

TRAGÉDIA NA FAMILIA
Homem mata ex-esposa, coloca fogo em residência e tira a própria vida
ALERTA NO MS
Tereré e narguilé podem espalhar coronavírus em MS
TRAGEDIA NA RODOVIA
Em batida frontal quatro jovens morrem em trágico acidente
PREVENÇÃO
Coronavírus: ministro pede para evitar bebidas como tereré e chimarrão
PAIS & FILHOS
Pais resgatam brincadeiras de rua para afastar filhos de games e celulares
FÁTIMA DO SUL - OLHA A CHUVA
Chuva deixa clima gelado e Defesa Civil alerta para chuvas intensas nas próximas 8h em Fátima do Sul
1º CASO NO BRASIL
Ministério da Saúde investiga possível paciente com coronavírus em SP; caso foi para contraprova
CARNAVAL DE SP
Águia de Ouro é a campeã do carnaval de SP pela 1ª vez
REALITY SHOW 2020
BBB20: Felipe Prior grita com Flayslane em discussão e faz ‘ameaça’ polêmica
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Mais de 40 concursos oferecem 9.983 vagas e salários de até R$ 33,6 mil