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Estiagem afeta o rebanho no Mato Grosso do Sul

18 Ago 2010 - 16h51Por

A falta de chuvas e a ocorrência de ventos fortes, bastante comuns nesta época do ano, já tiram o sono dos pecuaristas de Mato Grosso do Sul. O problema é que o tempo seco reduz a oferta de pasto, o que pode provocar perda de peso nos animais. Por outro lado, o Sindicato Rural de Dourados orienta que o produtor seja precavido e faça um planejamento da produção, prevendo inclusive investimento extra em ração e suplemento.

Em Dourados, não chove há duas semanas, situação que só deve ser regularizada a partir da segunda quinzena de setembro. De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Agropecuária Oeste, Cláudio Lazarotto, a temperatura deve continuar em elevação pelos próximos dias, inclusive com ventos fortes. "É um clima bastante típico do inverno e também do mês de agosto", explica. Não há previsão de chuvas para os próximos dias. De acordo com especialistas em Agronomia, a falta de chuvas não traz grandes problemas para a agricultura já que o milho, principal cultura de inverno, está em fase de colheita. O problema maior está mesmo na pecuária, devido à degradação do pasto provocada pela falta de chuvas e ventos fortes.

No entanto, o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Marisvaldo Zeuli, lembra que o produtor deve ‘andar na frente’ e projetar a produção para evitar prejuízos. "Este período de seca é muito comum e a produção cai mesmo. Por isto, o produtor precisa estar preparado e atuar sempre com planejamento", diz ele. O primeiro passo, segundo o especialista, é respeitar a capacidade do pasto para que não falte alimentação natural aos animais. Outra medida importante, segundo ele, é recorrer ao chamado ‘tratamento no cocho’, com oferta de suplementos como ração e alimentos ricos em proteínas e sais minerais. "Não há outra solução. O produtor precisa se planejar para manter o peso do gado e evitar prejuízos", acrescenta.

É o que faz o produtor Mauro Marcos Moraes, que atua na pecuária há pelo menos 15 anos. Ele é dono de uma propriedade no município de Terenos, onde cria em torno de 1.500 cabeças de gado. Segundo ele, neste período o custo de produção aumenta em pelo menos 25%, valor que inevitavelmente é repassado ao consumidor. "O produtor precisa investir e gastar mais para suprir a necessidade mínima do animal e evitar que este perca peso nesta fase de pouca pastagem", explica. Ele lembra que a falta de chuvas e a ocorrência de ventos fortes prejudicam muito a pastagem, situação que não ocorreu ano passado. "Além de prejudicar a manutenção do animal, eleva muito o custo de produção", reclama.

AGRICULTURA

Com relação à agricultura, o tempo seco pouco tem interferido no desempenho das lavouras. Segundo a Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (Aeagran), nem mesmo a chegada de frentes frias e a ocorrência de pequenas geadas podem interferir nesta fase da produção.

O milho safrinha, principal cultura de inverno, já está em plena colheita, que deve ser concluída até o final deste mês. A expectativa para este ano é de safra recorde, já que a primeira etapa colhida no Estado teve índices de produtividade considerados excelentes, alcançando até 90 a 100 sacas por hectare. Para a segunda etapa, que está sendo colhida agora, a produtividade apresenta uma pequena queda devido à estiagem na fase de enchimento de grãos. No entanto, ainda assim os índices podem ser considerados muito bons, em torno de 60 a 70 sacas de milho por hectare. Já o trigo e a aveia também estão em fase bastante avançada de desenvolvimento. Estas culturas, assim como o milho, são bastante resistentes ao clima típico do inverno.

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