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Estado terá 5,6 mil novos casos de câncer em 2005

20 Dez 2004 - 12h47
O ano de 2004 se encerra com um alerta do Inca (Instituto Nacional do Câncer): Mato Grosso do Sul terá 5.660 novos casos de câncer no ano de 2005. O mais presente deles, o de pele, merece atenção especial neste período, em que a exposição ao sol ocorre com maior freqüência.
Serão 1.320 novos casos da doença no próximo ano em Mato Grosso do Sul, o que representa 23,32% do total de casos de câncer estimados pelo Inca para o Estado.
O oncologista e diretor do Hospital do Câncer de Campo Grande, Adalberto Siufi, explica que existem dois tipos de câncer de pele: o melanoma, que está presente em número bem pequeno e tem pouca ligação com o sol, relacionado a fatores genéticos e o não melanoma, onde o sol é o grande vilão.
O melanoma, explica, é o mais agressivo, altamente fatal e que apresenta manchas negras na pele, que crescem, mudam de cor ou são freqüentemente traumatizadas. Esse tipo de câncer, porém, corresponde a apenas 3,9% do total previsto para Mato Grosso do Sul.
Sendo assim, a tônica é se proteger, diz o médico. Fora do horário de verão o recomendado é não se expor ao sol das 9h às 15h e das 10h às 16h, durante o período em que os ponteiros do relógio estão adiantados.
O uso de chapéus, camisetas e protetor solar é indispensável. O médico afirma que o protetor deve ser usado mesmo em dias nublados, porque embora disfarce a sensação de calor, a emissão de cargas ultravioletas é a mesma.
Pessoas de pele e olhos claros devem ficar ainda mais atentas, por serem mais frágeis, mas mesmo quem é moreno ou tem a pele negra não deve abrir mão do protetor. Além de provocar o câncer, o sol também traz como conseqüência o envelhecimento precoce.
Mais vaidosas, as mulheres também deverão ser as maiores vítimas do câncer de pele, respondendo por 840 novos casos, o que corresponde a 63%. No Estado o câncer de pele (considerando neste caso o não melanoma) é o que deve estar mais presente entre as mulheres, com uma taxa de 71,63 casos a cada grupo de 100 mil habitantes.
Já em Campo Grande, para 2005, a previsão é que o câncer de mama atinja 230 mulheres, com uma taxa de 62,39 casos por 100 mil habitantes. Na Capital os casos de câncer de pele têm taxa menor, 40,79 por 100 mil. Outro tipo de câncer com perspectiva significativa de novos casos é o de colo de útero, que deve aparecer em 290 pessoas.
A taxa de mulheres a apresentarem câncer em 2005 (considerando todos os tipos) é menor em Mato Grosso do Sul que a média nacional. No País a taxa bruta é de 348,63 mulheres atingidas a cada grupo de 100 mil quando no Estado são 243,98. Em todo o Brasil o Inca prevê que em 2005 serão constatados 467.840 novos casos de todos os tipos de câncer entre homens e mulheres.
 
Campo Grande News

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