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29 de Junho de 2004 14h43

Estado quer R$ 110 milhões para a agricultura familiar

A meta do governo de Mato Grosso do Sul é alcançar cerca de R$ 110 milhões dos R$ 7 bilhões anunciados hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a agricultura familiar ao lançar o Plano Safra 2004/2005. “Na comparação de 2003 para 2004 saltamos de 2.400 contratos para algo em torno de 12 mil contratos, quadruplicando o volume de crédito destinado ao financiamento, custeio e investimentos do setor”, disse o secretário de Desenvolvimento Agrário de Mato Grosso do Sul, Valteci Ribeiro de Castro Júnior, o Mineiro, que representou o Estado na solenidade, que ocorreu, pela segunda vez consecutiva, no Palácio do Planalto.

Na safra passada, a agricultura familiar no Estado absorveu cerca de R$ 90 milhões dos créditos federais, um salto, se comparado com o ano anterior, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quando, o volume de crédito foi de R$ 24 milhões.

Embora tenha definido a cifra de R$ 7 bilhões, 30% a mais do que os R$ 4,6 bilhões da última safra, o presidente estimulou os pequenos agricultores a pedir mais, garantindo que o governo disponibilizará os recursos necessários. “Nós estamos dizendo 7 bilhões, mas se aparecer pedidos de R$ 7,5 bilhões ou R$ 8 bilhões, não faltará dinheiro para a agricultura familiar neste país. Vamos trabalhar com essa certeza porque sempre é possível a gente arrumar um pouco mais”, disse o presidente, sinalizando que a agricultura familiar é uma das prioridades de seu governo.

Representando 4% do setor, Mato Grosso do Sul foi o Estado do Centro Oeste que mais desenvolveu a agricultura familiar, aumentando o volume de crédito e contratos de financiamento firmados. Mineiro diz que o objetivo é alcançar nessa safra algo entre 40 mil a 50 mil famílias, provocando um aumento entre 50% a 60% de pequenos agricultores beneficiados, hoje calculado em cerca de 28% dos assentados e agricultores tradicionais. “A orientação do governador Zeca do PT foi a de que se criasse uma política que envolvesse esse setor como fonte de desenvolvimento econômico, geração de emprego, renda e cidadania. E estamos conseguindo”, afirma o secretário.

Segundo ele, o Estado não só passou a assumir os projetos de financiamento, como também criou a Secretaria de desenvolvimento Agrário e, através do Instituto de Terras de Mato Grosso do Sul (Idaterra), baixou um conjunto de medidas desburocratizando o acesso ao crédito e tratando a agricultura familiar como uma política de governo. Foi, conforme o secretário, uma mudança brusca numa estrutura que, historicamente, privilegiava o binômio soja/boi. A meta do governo estadual nesse sentido é viabilizar o acesso de pequenos agricultores, especialmente os que vivem em assentamentos, ao crédito. “Conseguimos financiamento para famílias que há cinco ou seis anos não tinham acesso ao crédito”, diz Mineiro.
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