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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Estado disponibiliza leitos e sangue para feridos paraguaios

3 Ago 2004 - 13h36
 

Sensibilizado com o incêndio em um supermercado do Paraguai, que matou mais de 370 pessoas, o governador Zeca do PT teve hoje pela manhã encontro como o cônsul paraguaio, Juan Melciades Cazal Pedroso, para prestar sua solidariedade e se colocar à disposição naquilo que o Estado puder ajudar. “Vi, pela televisão, a tragédia que o povo paraguaio está passando, e vim me colocar à disposição no que poder ajudar, pois nossa relação não é apenas fronteiriça é uma relação entre dois povos irmãos, que em um momento como este têm de se abraçar”, ponderou.

O governador, acompanhado da presidente do Cogeps (Conselho de Gestão Estadual das Políticas Sociais), Gilda Maria Gomes dos Santos, dos secretários Raufi Marques (Coordenação Geral do Governo) e João Paulo Barcelos Esteves (Saúde), disse que vai entrar em contato com a assessoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para se colocar a par do que o governo federal já esta fazendo, para que a ação seja conjunta. O secretário de Saúde disse que já está a disposição na Santa Casa de Campo Grande seis leitos de UTIs (unidade de terapia intensiva) da unidade tratamento de queimaduras.

“Outros leitos, para casos menos graves, podem ser disponibilizados conforme as necessidade. Além disso, já estão separadas 250 bolsas de sangues para serem doadas”, ressaltou João Paulo. Na ocasião, o cônsul paraguaio relatou ao governador um pouco do drama vivido em seu país. “Naquele supermercado havia um restaurante para 750 pessoas, que na ocasião entravasse cheio, pois a refeição era muito barata. Havia também um parque para crianças. A fumaça que saiu do incêndio matou até mesmo pessoas que estavam fora do supermercado.

Há casos de famílias inteira que morreram dentro de seus carros, uma mãe morreu na calçada abraçada a seu filho. Esta tragédia não tem precedentes no Paraguai.” “Sabemos do seu espírito humanitário e que é um grande amigo do povo paraguaio, por isso, senhor governador, conto com sua ajuda”, disse Juan Melciades. Além dos leitos e do sangue o governador esta providenciando uma ajuda em remédios. Para isso está apenas aguardando contato com as autoridades do Paraguai, para saber quais são as necessidades especificas e contato com o Ministério da Saúde, para que não seja enviados medicamentos em duplicidade.

Outro cuidado que o governador esta tomando é quanto à legalidade da ajuda. Zeca citou como exemplo o caso do governador do Paraná, Roberto Requião, que enviou um auxilio para desabrigados de Santa Catarina, e que depois teve problemas legais, pois o gasto não estava previsto no orçamento. “Hoje tenho um encontro com os deputados estaduais e colocarei a questão para eles. Se for o caso encaminharemos uma proposição para a Assembléia Legislativa mas tenho certeza de que os parlamentares serão unânimes em prestar socorro aos irmãos paraguaios, não vai faltar quem se solidarize”, disse Zeca, lembrando que o Tribunal de Contas também será consultado.

O secretário de Estado de Saúde, João Paulo Esteves, disse que para o governo adquirir os medicamentos basta ter a autorização e a relação, pois muitos medicamentos são adquiridos na modalidade registro de preço, na qual a licitação já ocorreu, basta apenas o governo requisitar os medicamentos. Ele disse ainda que, mesmo em um momento de crise da saúde, o “Estado não poderia deixar de prestar solidariedade”.

 

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