Menu
LIMIT ACADEMIA
sábado, 25 de maio de 2019
SADER_FULL
Busca
ÁGUAS DE BONITO
Brasil

Enersul reajustou em até 15,81% energia residencial

14 Mai 2007 - 11h03

Os clientes residenciais da Enersul estão sentindo no bolso o aumento entre 12% a 15,81% nas contas de energia por conta do reajuste ocorrido em 8 de abril, embora a Aneel tenha autorizado 3,46%. Os técnicos da concessionária afirmam que foi repassado o porcentual autorizado, porém, o valor final cobrado nas contas dos consumidores, se comparado ao mês anterior, chegou a até 15,81%.

Um consumidor (engenheiro civil) levantou dados relativos ao período de abril de 2006 – quando houve reajuste – até março de 2007. O valor médio do kWh apurado, com impostos, ficou em R$ 0,759543. Ao receber a conta do mês de maio, que já está com a tarifa integral, o valor do kWh pulou para R$ 0,879602, apurando reajuste de 15,81%.

Já em relação aos impostos (Pis/Cofins), são verificadas variações extremas. O índice de cobrança da Cofins vai de 0,95% a 8,40% e o do PIS varia de 0,35% a 1,72%. O ICMS está na faixa de 25% para este consumidor.

De acordo com o consultor do Instituto Brasileiro de Economia e Finanças (Ibecon), Jenner Ferreira, a composição tarifária leva em conta vários insumos para se chegar ao percentual de reajuste que a Enersul solicita à Aneel, porém, sem a inclusão dos impostos.

"O aumento que se fala hoje de 3,46% não contempla os impostos e é de se esperar que o valor final seja um pouco acima deste percentual, mas o que se vê nas contas apresentadas pelo consumidor é que surge uma diferença de 15% que fica difícil de explicar onde isso pode estar. Refazendo os cálculos, chega-se a um percentual de 12% de aumento que não se sabe de onde saiu".

Jenner destaca que "deveríamos cobrar da agência reguladora (Agepan) e da Enersul a transparência no processo de composição das tarifas. Este é o papel da agência reguladora e temos que cobrar isso. É ela que precisa explicar aos consumidores. Mas o que nos parece é que a Enersul sabe de alguma coisa que nós não sabemos. E aí é que a Agepan deve fazer o seu papel, que é manter o equilíbrio das informações, explicar como funcionam estes reajustes para os consumidores".

Já em relação ao PIS/Cofins, o consultor acredita que não deveriam apresentar variações tão expressivas. "Os valores percentuais da Cofins chegam a apresentar mais de 780% de variação no período analisado pelo consumidor. Temos que saber porque acontecem estas variações nesta ordem de grandeza. Os valores calculados pela Aneel estão corretos, foram aplicados os 3,46%. O problema está nos impostos".

O consultor sugere que "seria interessante a sociedade fazer acompanhamento, em várias esferas, como a OAB, Crea, consumidores, políticos, para discutir o contrato, monitorar o período entre um reajuste e outro. Aí teríamos argumento para cobrar da concessionária". Ele destaca, ainda, que "a Aneel e a Agepan ainda não se manifestaram até agora e elas é que precisam explicar o que está acontecendo. O consumidor deve cobrar uma postura da Agepan para deixar claro a composição da contas", conclui.

Correio do Estado

Deixe seu Comentário

Leia Também

OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Governo dobra vagas de concurso da PF e convocações saem no fim do ano
FEMINICIDIO
Mulher é morta com 75 facadas pelo ex-marido após 25 anos de casamento
NEGLIGÊNCIA FUNCIONAL
'Peguei meu filho e achei que estivesse morto', diz mãe de criança dopada em creche
FÁTIMA DO SUL - O BOTICÁRIO
Confira o que tá na promoção que vai até este sábado no O Boticário em Fátima do Sul
BONITO - MS - DICA AGÊNCIA ECO TOUR
Visite Bonito (MS) na baixa temporada, saiba o porquê!
FÁTIMA DO SUL - TRATAMENTO COACH
De Nova Andradina, Vanessa recupera autoestima com tratamento 'Coach' Célia Tenório de Fátima do Sul
CASA BOCA SUJA
morador instala placas com palavrões nos muros de casa
MACABRO
Mulher é encontrada morta ao lado de uma oferenda
AMOR AO PRÓXIMO
Acidentada e abandonada, idosa é adotada por mulher de 30 anos
TRISTEZA
Morre menina que teve o corpo queimado em tentativa de furto em oleoduto, em Duque de Caxias