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Energia da cana pode evitar o risco de apagão em 2009

25 Jun 2007 - 13h51

Um substancial alívio ao preocupante quadro de oferta de energia a partir de 2009 pode vir dos projetos de co-geração de energia a partir da queima do bagaço de cana. O boom do etanol, que tem levado à profusão de novos projetos de usinas por todo o país, está sendo acompanhado de investimentos em co-geração. Estima-se que hoje já seria possível adicionar entre 6 mil MW e 8 mil MW ao potencial instalado de geração de energia do país, considerando a moagem de 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar prevista para a safra 2007/08. Não é pouco. Equivale ao maior projeto de hidrelétrica na agenda do governo atualmente, a usina do Rio Madeira, que prevê potência instalada de 6,48 mil MW. 

"Todos os novos projetos de usinas, que somam US$ 15 bilhões em quase 90 unidades até 2012, já contemplam investimentos em co-geração de energia", afirma Onório Kitayama, consultor de energia da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). Com esses novos projetos, o potencial de geração de energia passa a 11 mil MW. Segundo Carlos Roberto Silvestrin, vice-presidente executivo da Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen/SP), entre 2007 e 2011 outros R$ 4 bilhões serão injetados no setor canavieiro. 

Hoje, praticamente todas as usinas de álcool e açúcar geram energia para o seu próprio consumo, mas somente 10% delas (de um total de 350 unidades) comercializam excedente no mercado. Assim, a negociação desse excedente alcança somente cerca de 1,7 mil MW.

Há ainda muita dúvida sobre a oferta de energia das usinas, principalmente pela sazonalidade da matéria-prima, já que o bagaço de cana é obtido no período da safra, entre maio e novembro de cada ano. Mas como há hoje a percepção, por parte dos usineiros, de que a geração de energia a partir da cana não é mais um subproduto e, sim, uma terceira fonte de negócios da usina, não só os empresários do setor estão investindo em caldeiras maiores, que geram mais vapor com a mesma quantidade de bagaço, como também já começam a pensar na estocagem do bagaço - o que na prática daria garantia de geração ao longo de todo o ano. Sinal do interesse das usinas é a fila de espera de pelo menos um ano para adquirir caldeiras e turbinas de alta pressão para incrementar a geração de energia.

 

 

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