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Emissão de cheques sem fundo cresceu 42% no MS

19 Ago 2010 - 13h02Por Diário MS

A emissão de cheques sem fundo continua gerando prejuízos em Mato Grosso do Sul. No mês de julho, o rombo causado por cheques sem fundos na economia do Estado foi 42% maior que no mês de junho, conforme dados divulgados pelo Banco Central.

Juntas, as lâminas devolvidas somam R$ 154,7 milhões enquanto no mês de junho foram R$ 108,4 milhões. Em relação a julho do ano passado, os prejuízos foram ainda maiores, salto de 44%, comparado aos R$ 107,2 milhões em cheques devolvidos em julho de 2009.

Em número de folhas o aumento é de 33,46%, passando de 78,3 mil em junho para 104,5 mil em julho. O valor médio do cheque sem fundo é de R$ 1.480. Vale lembrar que no primeiro semestre deste ano, pelo menos R$ 846,6 milhões deixaram de circular na economia no Estado em virtude dos famosos cheques sem fundo. Conforme dados do Banco Central, nos primeiros seis meses do ano, 609,1 mil lâminas de cheque foram devolvidas em MS.

No ano passado, ainda segundo o Banco Central, os calotes em virtude dos cheques sem fundo chegaram a R$ 1,68 bilhão no Estado, o que corresponde a 1,27 milhão de lâminas devolvidas. O maior rombo da história foi registrado em 2008, quando R$ 1,74 bilhão deixaram de circular na economia local por conta dos cheques sem fundo.

Apesar da grande quantidade de cheques devolvidos, MS foi o quinto Estado com menor índice de cheques devolvidos no país. O Estado de São Paulo teve a menor taxa, com 14,1 cheques devolvidos a cada mil compensados, seguido do Rio de Janeiro (15,3) e Paraná (16,4) e Santa Catarina. Em MS, o índice de cheques devolvidos em julho atingiu 17,3 a cada mil compensações. O Estado do Amapá segue líder do ranking de cheques devolvidos, com 112,5 devoluções a cada mil compensações, seguido do Maranhão (97,1) e Roraima (94,1).

Em Dourados, o comércio também diagnosticou um aumento na emissão de cheques sem fundo durante o mês de julho. Um dos setores mais prejudicados é o de postos de combustível.
O empresário José Tarso Moro da Rosa, proprietário de dois postos de combustível na cidade, disse que apesar dos cuidados tomados pelos estabelecimentos os cheques sem fundos ainda são uma realidade no setor. Ele estima que apenas em julho o prejuízo com os cheques devolvidos tenha atingido R$ 200 mil, contra R$ 160 mil de junho.

Tarso informou, no entanto, que em outros oito postos de combustível ligados ao Sinpetro/MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos, Lubrificantes e Lojas de Conveniências de Mato Grosso do Sul) foi registrada em julho uma pequena redução no montante de cheques devolvidos, se comparado com junho.

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