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Em nota, Renan critica "hipocrisia e mentira" de João Lyra

16 Ago 2007 - 17h28
 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a tecer críticas nesta quinta-feira (dia 16) ao seu ex-aliado João Lyra, que o acusa de usar laranjas para ser sócio oculto de empresas junto com ele.

Em nota distribuída à imprensa agora à tarde, Renan Calheiros afirma que a carta aberta em que o usineiro e ex-deputado pelo PTB alagoano o denuncia é “um triste retratro da mentira e da hipocrisia”.

João Lyra prestará depoimento contra o presidente do Senado ao corregedor da Casa, Romeu Tuma (DEM-SP) e deverá ser ouvido logo mais às 16 horas em Maceió.

Como já fez anteriormente, o presidente do Senado atribui as acusações ao ressentimento do ex-aliado. Segundo Renan, Lyra responsabiliza o peemedebista por perder as eleições para o governo de Alagoas. "Haveria, assim, “uma questão política local levada para o lado pessoal”.

O presidente do Senado disse que Lyra é, “de fato, um fora da lei”. “Quem o acusou de crimes não fui eu, e sim a Justiça Pública. Escapou, até agora, pelo artifício da prescrição. E ameaçou o juiz Marcelo Tadeu de morte. O pedido de proteção desse correto magistrado alagoano aos órgãos competentes fala por si só. O procurador-geral da República mandou apurar esses fatos.”

Renan afirmou que as denúncias do ex-aliado são requentadas e o desafiou a abrir seus sigilos bancário e fiscal.

Leia a nota de Renan Calheiros

A Carta aberta do ex-deputado federal João Lyra é um triste retrato da mentira e da hipocrisia. É, também, a mais expressiva demonstração do ressentimento de quem me atribui responsabilidade pela acachapante derrota nas eleições para o governo de Alagoas, caracterizando, de uma vez por todas, a existência de uma questão política local levada para o lado pessoal. Recebi João Lyra, deputado federal, em meus gabinetes, assim como recebi toda a bancada de Alagoas, sem exceção.

Na interinidade da Presidência da República, atendi a seus insistentes apelos para tirar uma fotografia comigo, quando implorava pelo meu apoio para sua candidatura a governador. Só estivemos juntos em palanque nas eleições de 1986, há, portanto, 21 anos, quando ainda não havia indícios, senão certeza, de que João Lyra era de fato um fora da lei.

Para o governo de Alagoas apoiei o meu honrado e fraterno amigo, o então senador Teotonio Vilela. Derrotado repetidamente nas eleições majoritárias que disputou, João Lyra passou a me atacar diariamente.

Basta ver as 60 últimas edições do jornal de sua propriedade, agora nas mãos de um laranja. O povo de Alagoas rejeitou o nome de João Lyra para governar o Estado. Quem o acusou de crimes não fui eu e sim a Justiça Pública. Escapou, até agora, pelo artifício da prescrição. E ameaçou o Juiz Marcelo Tadeu de morte. O pedido de proteção desse correto magistrado alagoano aos órgãos competentes fala por si só. O procurador-geral da República mandou apurar esses fatos.

Há 80 dias venho sofrendo devassa em minha vida. Meus sigilos fiscais e bancários estão abetos desde maio, por minha iniciativa. Pedi ao Ministério Público, foi iniciativa minha, para me investigar, a fim de que pudesse me defender das maledicências perante o Supremo Tribunal Federal. Nada devo. Nada temo. Não respondo por crime algum. Mas João Lyra dirá suas mentiras requentadas em depoimento que prestará, de forma unilateral e protegido por um séqüito de bajuladores, caracterizando a questão local que quer transportar para o plano nacional.

Se ele apresentasse o texto integral do documento que entregou à revista Veja e abrisse os seus sigilos bancários e ficais, como eu fiz espontaneamente, e comparecesse ao Conselho de Ética para ser inquirido como os demais, estaria desvendada a trama que armou contra mim.

Senador Renan Calheiros

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