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Brasil

Em MS, 15 policiais foram presos em operação da PF

4 Jun 2007 - 13h13
Ao menos 15 policiais de Mato Grosso do Sul foram detidos pela Polícia Federal em operação deflagrada esta manhã. Do total, estão presos oito policiais civis de Três Lagoas, três policiais civis e quatro policiais militares de Campo Grande, sendo três oficiais. A operação, deflagrada em mais cinco estado, visa combater o jogo do bicho e o funcionamento de caça-níqueis.
O secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, estava, até há pouco, na sede da Polícia Federal, acompanhado do diretor-geral da Polícia Civil, Fernando Lousada, e do comandante da PM, Coronel Geraldo Orti. Jacini explicou que o intuito da visita é “tomar conhecimento da situação acompanhar os trabalhos”.
Segundo ele, a operação é resultado de ações anteriores. O secretário informou que tomou conhecimento esta manhã que policiais estariam envolvidos no esquema e que uma sindicância será aberta para apurar os fatos. Ao término da operação, a Polícia Federal deve repassar todos os dados à Sejusp.
Entre os policiais, foram detidos o tenente coronel Marmo Marcelino de Arruda, que foi subcomandante e condenado no caso DOF (que tratava do favorecimento a arrastadores de caminhonete); o Coronel Edson da Silva, que seria dono de chácara onde a Polícia Federal apreendeu caça-níqueis no fim do ano passado; e o major Sergio Roberto Carvalho, já condenado por tráfico de drogas.
Há ainda informações de prisões de advogados (três na Capital e três em Três Lagoas), dos empresários Roberto Razuk, em Dourados, Nilton César Cervo Filho, e o filho de Jamil Name, Jamil Name Filho, na Capital. O empresário Itacir Fernandes Seben, conhecido como Ita Seben, também foi levado pela PF, de sua residência na Afonso Pena, sob suspeita de descaminho e formação de quadrilha, segundo informações de seus advogados. A família de Seben já foi alvo de operação da PF por sonegação. Até o momento, a polícia não detalhou o envolvimento dos detidos.
Delegados do interior do Estado estão na Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande, para ajudar a ouvir os presos na operação denominada Xeque-Mate, que envolve 600 policiais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia e Minas Gerais.
A operação começou com base em duas investigações do Estado. A primeira tinha por objetivo apurar a prática de contrabando e descaminho de componentes eletrônicos para a utilização em máquinas caça-níqueis. Já a segunda, pretende verificar a corrupção de policiais civis e envolvimento com tráfico de drogas no estado do Mato Grosso do Sul, mais especificamente no município de Três Lagoas.
Há indícios de policiais envolvidos em propina para permitir atividades ilícitas, entre elas, estelionato, tráfico de influência, extorsão, receptação, contrabando e descaminho. (Campo Grande News)

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