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Em dia volátil, dólar cai 0,57% e fecha cotado a R$ 1,917

21 Jun 2007 - 15h45

Após uma manhã volatil, o dólar encerrou a quinta-feira em baixa, em linha com a melhora nos mercados depois de um dado acima do esperado sobre as condições econômicas do Meio-Atlântico dos Estados Unidos.

A divisa norte-americana encerrou o dia a R$ 1,917, com desvalorização de 0,52%.

"Ontem tivemos aquela puxada dos Treasuries que acabou contaminando as bolsas... hoje o mercado acordou com ressaca e teve uma volatilidade maior, aguardando como iam se comportar os bônus lá fora", explicou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy.

"E também estavam aguardando (o dado de) condições do Fed de Filadélfia, que veio bem forte e com isso os Treasuries cederam", completou.

O Federal Reserve de Filadélfia informou que seu índice de condições empresariais, que mede a atividade nas fábricas do Meio-Atlântico dos EUA, saltou de 4,2 para 18,0 em junho.

Logo após a divulgação do relatório, o preço dos títulos do Tesouro norte-americano caiu e as bolsas de valores norte-americanas ampliaram os ganhos.

O início da sessão foi mais tumultuado e a moeda oscilou entre queda e alta, acompanhando o declínio das bolsas de valores norte-americanas e dos Treasuries.

"Essa volatilidade ficou por conta da puxada dos preços dos Treasuries lá fora, o mercado ficou meio reticente, mas quando o número vem bom, o mercado começa a baixar a poeira", disse Vogeler.

Além do comportamento dos Treasuries, na lista de receios dos investidores internacionais estão o setor de crédito imobiliário de alto risco nos EUA, alguma expectativa de aperto monetário na China e preocupações com o mercado de crédito corporativo europeu.

Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, esses "são os principais direcionadores dos mercados internacionais atualmente e geram uma posição defensiva, com redução do apetite por risco".

As bolsas de valores na Europa fecharam em queda depois que um índice de referência do mercado de crédito corporativo subiu, indicando um aumento no custo de proteção contra default em bônus de empresas. Nos EUA, diversos bancos de Wall Street desmontaram posições em dois fundos de hedge do Bear Sterns, que tinham investido pesadamente em empréstimos imobiliários.

O Banco Central atuou duplamente no mercado de câmbio nesta quinta-feira. Além do leilão de compra de dólares à vista, com 10 propostas aceitas, a autoridade monetária vendeu o equivalente a US$ 1,526 bilhão em swap cambial reverso. Mas essa última operação serviu apenas para rolar um vencimento de swap reverso em 2 de julho.

 

 

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