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Fátima do Sul, 20 de Outubro de 2017
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29 de Dezembro de 2004 08h52

Em 9 meses, Corinthians deve R$ 4,6 milhões só de juros

Apenas nos primeiros nove meses de 2004 o Corinthians acumulou R$ 4,6 milhões em juros referentes a empréstimos bancários.

O valor está no balanço deste ano apresentado e aprovado pelos conselheiros do clube na última reunião de 2004. O documento revela as contas até setembro.

A crise financeira foi o principal motivo que levou o presidente Alberto Dualib a assinar a parceria com a MSI, que promete dar US$ 20 milhões para quitar dívidas.

O dinheiro que gastará com juros seria suficiente para a equipe cobrir quase três meses de salários dos atletas. O gasto mensal atualmente é de R$ 1,8 milhão.

Em setembro, o Corinthians anotava R$ 12,1 milhões em empréstimos.

Metade desse valor foi avalizada por Dualib, com Antonio Roque Citadini, que já não trabalha mais no departamento de futebol, mas segue como vice por ter sido eleito (o afastamento não foi anunciado oficialmente).

Na maioria das vezes, a diretoria recorreu aos bancos para não atrasar os salários dos jogadores.

A quantia emprestada por instituições financeiras ao clube do Parque São Jorge é astronômica, se comparada com as finanças de alguns de seus concorrentes.

No balanço de 2003 (o deste ano ainda não foi divulgado), o Palmeiras declarou empréstimos no valor de R$ 2,3 milhões. Em janeiro de 2004, os corintianos tinham R$ 7,7 milhões para devolver.

Os santistas também precisaram recorrer bem menos aos bancos em 2003. Usaram o recurso para obter R$ 3,3 milhões.

Pegar dinheiro emprestado é uma prática corriqueira para o vice financeiro corintiano, Carlos Roberto de Mello, apontado pelos opositores como principal responsável pelas dívidas do clube, em torno de R$ 20 milhões (com processos trabalhistas esse valor pode chegar a R$ 60 milhões). A MSI pediu sua substituição após auditoria, mas o presidente Alberto Dualib conseguiu mantê-lo.

A Folha telefonou ontem das 15h até as 18h45 para Mello, mas ele não atendeu às ligações.

O dirigente costuma dizer que fazer empréstimos é uma prática normal. Anteontem, ele falou sobre as dificuldades para manter as contas do futebol em dia. "Antigamente, era mais fácil vender um jogador por um bom valor a um clube europeu e sanear as finanças. Hoje, isso é raro", disse Mello.

O dirigente afirma que, mesmo sem receber os US$ 20 milhões prometidos pela MSI para o pagamento de dívidas, o Corinthians termina o ano sem atrasar seus compromissos com os atletas. A demora para a chegada do dinheiro aumenta a cada dia os juros.

Hoje, o clube espera anunciar a renovação de contrato de Tite.
 
 
Folha Online
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