Menu
LIMIT ACADEMIA
quinta, 20 de junho de 2019
SADER_FULL
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Educação é área estratégica para desenvolvimento do país

4 Out 2010 - 15h30Por Agência Brasil

Com o crescimento econômico vivido pelo país nos últimos anos, a importância da melhoria da qualidade da educação deixou de ser uma bandeira apenas das entidades da área. Um dos principais desafios que o próximo governo terá que enfrentar é a falta de mão de obra qualificada, que já é um problema e pode se tornar um entrave para o avanço de alguns setores.

“Agora que o Brasil terá um novo governo com mais quatro anos pela frente é o momento de pensar no que precisamos para o futuro.

Um país que tem ambições políticas, econômicas e mesmo de projeção internacional como o Brasil tem que contar com recursos humanos à altura disso”, aponta o coordenador de Educação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Paolo Fontani.

Ele cita, por exemplo, que apenas um em cada quatro brasileiros é considerado plenamente alfabetizado, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). O índice foi criado pelo Instituto Paulo Montenegro/Ibope para medir os níveis de domínio da leitura e da escrita entre a população.

A educação também foi apontada como área estratégica para impulsionar a produtividade, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A capacidade produtiva não depende apenas de trabalho e capital.

É fundamental que o país disponha de trabalho qualificado”, indica o relatório. O documento alerta que a produção depende da inovação, que por sua vez só pode ser atingida se houver qualificação.

Na avaliação de Fontani, o investimento principal tem que ser na qualidade do ensino, especialmente na educação básica.

Ele ressalta que o Brasil investe hoje perto de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na área. O percentual está se aproximando dos patamares dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que têm uma média de 6%.

O coordenador lembra que países lideram os rankings educacionais dão prioridade orçamentária à educação há muito mais tempo do que o Brasil, que tem uma dívida maior a sanar.

Outra diferença está na comparação do investimento por aluno. Um estudante brasileiro do ensino fundamental custa ao ano US$ 1.315 contra a média de US$ 6.437 dos países da OCDE. No ensino médio, o valor é cinco vezes menor.

Junto com 25 entidades, a Unesco elaborou uma carta de compromissos que lista os principais desafios para educação com os quais o próximo governo deve se comprometer. Entre eles está a ampliação do investimento para 10% do PIB “gradualmente”.

“Os países ricos que investiram muito em educação hoje investem cerca de 6%. Mas aqui é preciso uma medida de choque para injetar o dinheiro necessário para que o Brasil passe a brigar com o que se investe nos outros países”, defende Fontani.

O representante da Unesco aponta o exemplo da Coreia, que investiu muito em educação para que a qualificação dos recursos humanos acompanhasse o desenvolvimento da indústria.

“O Brasil está se aventurando em terrenos como o pré-sal, que vai trabalhar com tecnologias de ponta e exigirá mão de obra para entender um nível diferente”, destaca

Deixe seu Comentário

Leia Também

SOB INVESTIGAÇÃO
Menina de um ano morre e IML aponta agressão física como causa da morte
CASO NEYMAR
Caso Neymar: Polícia francesa recupera imagens de hotel
MUNDO DA MÚSICA
Ludmilla posta foto de biquíni ao lado da namorada e faz declaração
JUSTICEIROS
Revoltados, moradores ateiam fogo em casa de bebê morto. Pai, mãe e avó estão presos
MILIONARIO
Apostador de Osasco-SP acerta dezenas e leva R$ 124 milhões da Mega-Sena
VIOLENCIA DOMESTICA
Jovem que agrediu a própria mãe por não poder ir a baile funk é presa
ATAQUE CANINO
Criança de dois anos é morta no quintal de casa por cachorro rottweiler
INFANTICIDIO
Padrasto teria sentado em cima da cabeça de bebê que morreu,foi espancado na cadeia
SOB INVESTIGAÇÃO
Jornalista do site Lei Seca Maricá foi assassinado com 3 tiros
VIDA SEDENTARIA
OMS alerta: Criança menor de 3 anos não deve ficar nem um minuto em tablet ou celular