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Brasil

Economia cresceu 1,2% no 2º trimestre de 2010, diz IBGE

3 Set 2010 - 11h40Por G1

A economia brasileira teve crescimento de 1,2% no segundo trimestre de 2010 (de abril a junho) em relação ao trimestre anterior, informou nesta sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, cresceu 8,8%.

“Se o ano tivesse terminado agora, o PIB teria crescido 5,1%”, disse Rebeca Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

No primeiro trimestre deste ano, na comparação com o quarto trimestre de 2009, a expansão do PIB foi de 2,7%.

No semestre, de janeiro a junho, o PIB cresceu 8,9% em relação ao mesmo período de 2009. De acordo com o IBGE, esse foi o melhor desempenho histórico para um semestre desde o início da série, em 1996.

Em valores correntes, o PIB somou R$ 900,7 bilhões. A taxa de investimento no segundo trimestre foi de 17,9% do PIB, resultado superior à taxa verificada no mesmo período de 2009 (15,8%). A taxa de poupança, que ficou em 18,1%, também superou a de 2009 (16%).

O crescimento ficou acima das expectativas do mercado e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, no início da semana, disse que estimava que o Brasil tivesse crescido entre 0,5% e 1% no segundo trimestre.

No último boletim Focus, divulgado no início desta semana, o mercado financeiro havia reduzido sua previsão para o crescimento do PIB deste ano para 7,09%. Para 2011, a previsão de crescimento econômico do mercado financeiro permaneceu em 4,5%.

Em comparação ao 1º trimestre

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a agropecuária apresentou o maior destaque, registrando crescimento de 2,1%, seguida pela indústria (1,9%) e pelos serviços (1,2%).

Ainda na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve expansão nos investimentos planejados no país, medidos pela formação bruta de capital fixo, que foi de 2,4% no segundo trimestre deste ano.

A despesa de consumo das famílias cresceu 0,8%, enquanto a despesa de consumo da administração pública cresceu 2,1%. No setor externo, cresceram tanto as exportações (1,0%) quanto as importações de bens e serviços (4,4%).

“O consumo das famílias em relação ao último trimestre desacelerou, já que, nesse período, tinham acabado os incentivos fiscais da linha branca e dos automóveis. Mas, o consumo das famílias continua crescendo”, disse a gerente.

Em relação ao 2º trimestre de 2009


Já em relação ao segundo trimestre de 2009, o destaque ficou com a indústria, que registrou crescimento de 13,8%, seguida pela agropecuária (11,4%) e pelos serviços (5,6%).

Todas as atividades industriais apresentaram crescimento de dois dígitos. Segundo o IBGE, a maior expansão foi observada na construção civil (16,4%) devido, principalmente, à expansão do crédito direcionado. Houve ainda um aumento de 14,1% na extrativa mineral, seguida pela indústria de transformação (13,8%) e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (10,8%).

A expansão da taxa da agropecuária é justificada, principalmente, segundo o IBGE, pelo aumento da produtividade e pelo desempenho de alguns produtos da lavoura, como soja, café, milho e algodão.

“A taxa agropecuária é a maior desde do quarto trimestre de 2006, que foi de 12,5%. A única cultura que está com projeção de queda neste trimestre é a do arroz”, disse a gerente.

De acordo com o IBGE, entre os serviços, todas as atividades pesquisadas apresentaram crescimento. O maior foi observado no comércio atacadista e varejista, que teve expansão de 11,8%; transporte, armazenagem e correio (11,2%); e intermediação financeira e seguros (9,8%).

Ainda no confronto com o segundo trimestre de 2009, entre os componentes da demanda interna, o consumo das famílias cresceu 6,7%, a 27ª variação positiva consecutiva nessa comparação, de acordo com o IBGE.

No período, as exportações tiveram expansão de 7,3% e as importações de bens e serviços apresentaram crescimento de 38,8%.

Copa do mundo


De acordo com a gerente do IBGE, a realização da Copa do Mundo não afetou o resultado do PIB no segundo trimestre. “A economia não foi muito afetada pela Copa do Mundo, já que o trimestre deste ano teve aproximadamente a mesma quantidade de dias do ano anterior. Em relação ao aumento da venda de televisões, percebemos um avanço. Mas muitos números ainda vão entrar no balanço do próximo trimestre”, disse Rebeca.

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