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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Dourados recebe novo modelo de Usina de Álcool

14 Ago 2007 - 15h40
O Grupo São Marcos Energia e Grupo Bertin apresentou em Audiência Pública que aconteceu no dia 21 de março em Dourados (MS), projeto de instalação e operação da Usina São Fernando Açúcar e Álcool pautado no desenvolvimento sustentável e na governança corporativa, no qual se destaca o respeito às relações trabalhistas e sociais, a inovação tecnológica, a cogeração e a eliminação da queima da palha como características do novo modelo de gestão sucroalcooleira.

A Usina São Fernando, que ficará localizada a 12 quilômetros do perímetro urbano, na região do Curral de Arame, não terá problemas quanto ao mal cheiro na cidade. O projeto atende os padrões de qualidade do ar estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. De acordo com o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) disponível ao público, a localização estratégica garante a menor interferência ambiental possível, pois o cultivo será feito em área plana, o que facilita o uso de máquinas na colheita, que por sua vez elimina a tão temida queima da palha (processo que causa o mal cheiro). O cultivo da cana também é excelente para recuperar o solo antropizado do local, em sua maior parte desgastado pelas pastagens, não havendo desmatamentos ou qualquer interferência com a vegetação nativa da região.

O Grupo Bertin tem quase 30 anos de mercado e atua no segmento de agroindústria e infra-estrutura. Atualmente, o grupo gera mais de 20 mil empregos no Brasil. O outro parceiro no projeto é o Grupo São Marcos Energia Ltda., com larga experiência na produção de cana-de-açúcar e que atua no ramo desde 1981. Ambos apostam na Revolução Energética que está sendo implementada no Brasil, com a busca de novas alternativas na produção de energia limpa, o álcool.

Responsabilidade social

Uma área de 30 mil hectares de lavoura será compreendida pelos agricultores locais, onde serão estabelecidos contratos de arrendamento e de parceria agrícola. Através do apoio de órgãos públicos, como o SENAR, SESI e SENAI, diversos investimentos em programas sócio-ambientais serão promovidos pelo grupo para beneficiar tanto famílias envolvidas no projeto quanto a própria comunidade, tais como: programa de capacitação da mão-de-obra local, educação ambiental nas escolas, segurança do trabalho, reflorestamento, reciclagem, tratamento de efluentes, entre outros.

Pautada no desenvolvimento sustentável, a gestão ambiental será considerada tão importante quanto a própria produção agrícola e industrial. A água, utilizada para resfriar caldeiras, será tratada para sua reutilização. O volume restante será devolvido de forma pura ou não nociva ao ambiente, evitando assim a contaminação de cursos de rios e mananciais em subterrâneos. A vinhaça - líquido formado pelo processo de destilação do caldo da cana - será reaproveitada como fertilizante orgânico para a lavoura de forma a não prejudicar o lençol freático.

A cogeração será feita através da queima do bagaço da cana em caldeira para produção de vapor para geração de energia, sendo que uma média de 30% aproveitada para o auto-consumo da usina (iluminação e acionamento de motores de máquinas) e o restante comercializado no mercado. A cogeração oferece vantagens, como: a auto-suficiência energética e a redução de impactos ambientais.

Biocombustível

A Usina São Fernando já possui o licenciamento prévio, aprovado pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente (SEMA/MS), e agora aguarda a liberação do licenciamento para instalação. A capacidade de moagem da usina é de 4.000.000 de toneladas de cana por safra para produzir 6.450.000 sacas de açúcar e 97.800 metros cúbicos de álcool por safra.

A área de cana hoje no Brasil é de seis milhões de hectares, enquanto a soja possui 24 milhões, e as pastagens, 220 milhões de hectares. A cana não ocupa mais que 1% da área agrícola do país, estando longe de comprometer outras culturas, sobretudo, longe de promover a escassez de alimentos.

Vale ressaltar que o Brasil é reconhecido mundialmente como pioneiro na utilização em larga escala do etanol (álcool etílico), combustível limpo e renovável, que reduz as taxas de emissão de poluentes na atmosfera, provenientes da utilização de combustíveis fósseis (petróleo).

Com este novo modelo, a implantação da Usina São Fernando pode contribuir para o desenvolvimento econômico do município gerando empregos, renda e produtividade para a região. Com isso, Dourados terá a oportunidade para entrar no caminho da industrialização e modernização, e por fim se inserir no mercado global de forma competitiva e responsável.

 

 

 

 

Dourados News

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