Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
quarta, 23 de janeiro de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
CANTINA BAH
Brasil

Dólar sobe 2,27% e supera R$ 2 pela 1ª vez em 3 meses

15 Ago 2007 - 15h42
A saída de investidores estrangeiros para cobrir perdas relacionadas ao setor de crédito de alto risco fez o dólar fechar acima de R$ 2 pela primeira vez em três meses nesta quarta-feira.
 
Em meio à volatilidade dos negócios, o Banco Central deixou de realizar pelo segundo dia seguido um leilão de compra de dólares no mercado à vista.
 
A moeda norte-americana subiu 2,27% e fechou a R$ 2,031, maior patamar desde 4 de maio. O dólar vinha sendo cotado abaixo de R$ 2 desde 15 de maio.
 
O mercado de câmbio acompanhou fielmente o comportamento das bolsas de valores nos Estados Unidos, que tiveram mais um dia de intensas oscilações em meio às preocupações com o mercado de crédito imobiliário de alto risco.
 
"A crise do chamado subprime se agravou a partir de ontem à tarde. Os investidores começaram a pensar na maior probabilidade de a crise atingir a economia real", disse Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.
 
"Com o agravamento, eles pegaram parte das posições em ativos de emergentes e subprime e passaram a vender para comprar títulos americanos, realocar posições com mais força", acrescentou.
 
Dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira já detatalharam os primeiros efeitos da turbulência no exterior sobre o mercado de câmbio. O fluxo financeiro de divisas ficou negativo em US$ 201 milhões nos primeiros oito dias úteis de agosto.
 
A entrada de dólares no País foi sustentada no período pela atividade dos exportadores, que com o saldo positivo nas operações comerciais garantiram fluxo cambial positivo de US$ 3,376 bilhões.
 
Segundo Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, "o fluxo comercial é relativamente mais imune a esse tipo de volatilidade. Já o fluxo financeiro é diretamente ligado a isso", disse.
 
"(Mas) a bem da verdade, esse fluxo positivo é consequência de operações do passado. Agora as operações estão vencendo e pode ser que daqui para a frente a gente perceba que isso pode ser revertido por conta da turbulência", acrescentou.
 
Apesar da forte alta no final da sessão, o dólar chegou a ceder e operar em leve baixa durante a manhã, acompanhando uma trégua em Wall Street. "Deu uma acalmada no momento em que o Fed veio oferecer recursos", disse Miriam.
 
O banco central norte-americano voltou a injetar recursos no mercado aberto, com uma operação de US$ 7 bilhões no overnight. A quantia, porém, é menor que os US$ 38 bilhões colocados no sistema bancário na sexta-feira.
 
Em meio à instabilidade, o Banco Central brasileiro novamente deixou de fazer leilões de compra de dólares. Nas duas primeiras semanas do mês, a autoridade monetária havia mantido um ritmo de compras diárias semelhante ao visto no mês anterior - pouco mais de US$ 300 milhões por dia.
 

Deixe seu Comentário

Leia Também

LUTO - TV
Ator Caio Junqueira morre no Rio uma semana após acidente
ANJO DA GUARDA
Amigo dá lar a mulher que viveu 40 anos internada no HC
MAMATA
General corta contratinho de R$ 30 milhões para manter jornalistas no exterior
PERSISTÊNCIA
Filho de faxineira e porteiro passa em medicina no Paraná
RENOVAÇÃO LICENÇA
Extinção de mais 130 rádios comunitárias no Brasil deve alcançar emissora de Ponta Porã
CENAS FORTES
Vídeo flagra mulher sendo agredida por ex-marido com socos e chutes
GUERRA NO RJ II
Parentes de mortos durante chacina em São Gonçalo e Itaboraí dizem que vítimas eram inocentes
GUERRA NO RJ
Chacina deixa pelo menos 7 mortos na Região Metropolitana do Rio
BBB 19
Famosos protestam contra Maycon por agredir animais e mãe o defende: 'Não é um monstro'
MORTE A ESCLARECER
Exército investiga morte de sargento após teste de aptidão física